Capoeira para crianças

@Mestre Emi3-gazeta-do-bairro

Nesta edição, a Gazeta do Bairro destaca o trabalho do Mestre Emi, um capoeirista respeitado que tem demonstrado muita afinidade com o trabalho com crianças nas escolas da região e nas fotos desta matéria um pouco do trabalho do Grupo Arte e Raça deste mestre e suas crianças.
Para quem não conhece, a capoeira é uma luta das mais difundidas no Brasil, onde nasceu. Além da importância como esporte, vem sendo conduzida em muitos locais como um meio de socialização de crianças. É uma iniciativa que que se espalha por Curitiba onde conta com o apoio da prefeitura.
Que ela é importante, nós sabemos, mas o que muitos não sabem é da profundidade e da importância dela para as crianças, em especial quando tem um mestre qualificado para ensiná-las.
Expressão cultural, caracterizada por seus movimentos ágeis e harmoniosos, a capoeira é conduzida em ritmo de música e muitos aspectos coreográficos. Os movimentos com os pés e a cabeça são muito movimentados, mantendo movimentos mais suaves com as mãos.
Entre os vários estilos, podemos destacar:
A Capoeira Angola, a mais antiga, desde a época da escravidão. Ela apresenta golpes jogados próximos ao chão, com ritmo musical mais lento e apresentado com muita malícia, e os participantes não batem palmas.
A Capoeira Regional também se utilizando da malícia, com o ritmo musical e movimentos mais rápidos e secos. Menor quantidade de acrobacias. Destaque-se que durante a roda todos batem palmas.
A Capoeira Contemporânea, a mais praticada atualmente, ela une características da Capoeira Angola e Regional.
Especificamente no ensino da Capoeira para crianças, através de brincadeiras busca-se desenvolver a coordenação motora, o campo visual, a criatividade e a autoestima, além da automatização de movimentos, ao mesmo tempo em que educa as crianças na administração do tempo e espaço dentro de cada movimento. Além dos aspectos físicos a criança se desenvolve com mais segurança e desinibição.
Outro aspecto fundamental da Capoeira para a criança é que ela não gera frustrações pois o objetivo a ser alcançado é o da autossuperação sem necessidade de superar os demais colegas.

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