A segurança geopolítica global continua sob a sombra das armas de destruição em massa.
Segundo levantamentos recentes baseados em dados da FAS (Federação de Cientistas Americanos), SIPRI e ICAN, apenas nove nações compõem o restrito "clube nuclear", somando milhares de ogivas prontas para uso ou em reserva.
O Ranking da Dissuasão
A hegemonia nuclear permanece dividida entre as duas superpotências da Guerra Fria, mas o crescimento de potências asiáticas, como a China, tem alterado a dinâmica de defesa internacional.
Confira os números estimados para 2026:
Rússia: 5.459 ogivas
Estados Unidos: 5.277 ogivas
China: 600 ogivas
França: 290 ogivas
Reino Unido: 225 ogivas
Índia: 180 ogivas
Paquistão: 170 ogivas
Israel: 90 ogivas (arsenal não declarado oficialmente)
Coreia do Norte: 50 ogivas
Transparência e Incerteza
O caso de Israel permanece como uma das maiores particularidades do setor: o país mantém uma política de "ambiguidade estratégica", nunca confirmando nem negando a existência de seu arsenal.
Por outro lado, a Coreia do Norte continua sendo o foco de tensões diplomáticas devido à aceleração de seus testes e programas de mísseis balísticos.
Embora o número total de armas tenha caído drasticamente desde o pico dos anos 80, o foco atual das potências não é mais a quantidade bruta, mas a modernização tecnológica.
Mísseis hipersônicos e novos sistemas de lançamento tornam o monitoramento internacional, realizado por órgãos como o ICAN ainda mais crucial para evitar uma escalada de conflitos.
Nota: Até o momento, nenhum outro país possui arsenal nuclear confirmado, embora programas de monitoramento sigam atentos a movimentações em outras regiões.
Admilson Leme


















