De quem é o direito o dever a obrigação ou a culpa?

capa2a-gazeta-do-bairro

A cada dia que passa, mais a gente se depara com pessoas, produtos e equipamentos expostos nas calçadas do bairro, em especial em frente aos bancos e aos maiores centros comerciais da região.
Enfrentando as constantes queixas e também sentindo na pele este problema, o presidente da ACCR, Claudio Turin e a direção da Gazeta do Bairro, chegamos à conclusão de que este é um problema que precisa ser resolvido urgentemente, mesmo não sendo de fácil solução.
Empresários do centro da cidade parece que estão contentes em função da ação da prefeitura no sentido de combater a atividade informal nesta região. Mas ao mesmo tempo, os empresários dos bairros estão sentindo um aumento vertiginoso na presença desta gente que, mesmo sem ter uma licença na mão busca na informalidade, o seu direito de lutar pela sobrevivência. E o fazem em frente às lojas que pagam impostos exorbitantes e salários com todos os direitos para sua equipe de trabalho.
Até mesmo as empresas também estão invadindo a calçada, buscando ampliar sua área de exposição de mercadorias.
Está difícil para nós pedestres andar na calçada que também tem problemas de conservação; está difícil para os comerciantes com a frente e laterais de suas lojas tomadas por mercadorias, mesas, cadeiras e até mesmo os carrinhos e veículos estacionados na rua na luta pelo sagrado direito à sobrevivência; e está também difícil para estas pessoas que, mesmo irregulares, enfrentam as intempéries e o sol escaldante de todos os dias na busca de levar o pão para seus familiares.
Sabemos que está difícil para todos e até mesmo para o poder público. Mas não podemos continuar calados. Nossa obrigação é cobrar das autoridades, do poder municipal que precisa encontrar meios de resolver esta situação que se arrasta há muitos anos e hoje se agrava de maneira substancial.
Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.
Esperamos que o responsável por este “bicho” se mostre mais presente e traga para a comunidade uma solução.

Compartilhe este artigo