Em meio à rapidez das redes sociais e das mensagens digitais, a lembrança das antigas cartas ainda desperta sentimentos de nostalgia e reflexão. Em uma crônica sensível, Neide Seco Schvabe aborda o significado de escrever e receber cartas, prática que marcou gerações e que hoje se tornou cada vez mais rara.
Segundo a autora, havia uma ansiedade especial na espera por uma carta. O tempo entre o envio e a chegada era carregado de expectativas, principalmente quando trazia notícias de familiares, amigos distantes ou de um amor. A chegada do carteiro representava um momento de alegria dentro de casa, enquanto as palavras escritas à mão eram lidas e relidas como um pedaço da vida compartilhado no papel.
A crônica também faz uma reflexão sobre o impacto da tecnologia na comunicação. Para Neide, as redes sociais trouxeram praticidade para o cotidiano, mas acabaram afastando muitas pessoas da escrita manual. As palavras passaram a circular rapidamente pelas telas, enquanto o papel perdeu espaço na rotina das novas gerações.
Mesmo assim, a autora destaca que ainda existem pessoas que mantêm o hábito de escrever. Seja para registrar pensamentos, sentimentos ou simples anotações, a caneta continua sendo uma forma de expressão e conexão consigo mesmo.
Neide também aponta que muitos deixaram de escrever por receio de errar ou pela preferência por meios mais rápidos, como mensagens de áudio. Com isso, a prática da escrita manual vai sendo deixada de lado aos poucos.
Ao final, a cronista reforça que escrever vai além da preocupação com erros gramaticais. Para ela, colocar ideias no papel é uma forma de dar sentido aos sentimentos e permitir que pensamentos ganhem vida.
“Escrever é mais do que acertar. É permitir que uma ideia, por mais simples que seja, se consolide e encontre seu brilho no papel”, destaca a autora.
Neide Seco Schvabe – Abril de 2026
Admilson Leme

















