Mesmo tratando-se de uma competição de segunda divisão estadual, o público de 14.435 torcedores chamou a atenção e deu uma dimensão especial à partida. A presença expressiva nas arquibancadas rendeu elogios do técnico Tcheco após o apito final e reforça um ponto incontestável: mesmo em um momento delicado de sua história recente, o Paraná Clube segue sustentado por uma torcida fiel e numerosa, que responde quando o time volta a campo.
Tecnicamente, a partida esteve longe de ser excepcional. O nível de jogo foi compatível com o estágio inicial da competição e com o próprio contexto da Segundona. Ainda assim, é preciso ponderar que, mesmo com o avanço das rodadas, não será razoável exigir atuações de alto nível. O campeonato tem limitações claras, e a evolução tende a ser mais coletiva e competitiva do que estética.
Dentro desse cenário, o Paraná fez o que se esperava: cumpriu o dever de casa. No entanto, o início da competição já deixa claro que o caminho não será simples. A Segundona se apresenta como um desafio árduo, mas necessário, especialmente para testar a maturidade, a organização e a capacidade de reconstrução do Tricolor da Vila Capanema.
Na próxima rodada, o time da capital terá um novo obstáculo fora de casa. O Paraná enfrenta o Laranja Mecânica, em Arapongas, no dia 8 de março (domingo), em mais um compromisso que exigirá mais do que técnica: será preciso concentração, competitividade e entendimento de que cada ponto pode ser decisivo em uma campanha que promete ser longa e exigente.
Fernando Plantes











