A Fórmula 1 inicia neste fim de semana a temporada 2026 com o Grande Prêmio da Austrália. O campeonato será um dos mais marcantes dos últimos anos, com um calendário de 24 corridas, a presença de 11 equipes no grid e a estreia de um novo regulamento técnico que promete transformar o cenário da categoria.
Grid tem poucas mudanças entre os pilotos
Em comparação com a temporada de 2025, o grid apresenta poucas alterações. A principal mudança ocorre dentro da chamada “família Red Bull”. Yuki Tsunoda deixou a Red Bull Racing, dando lugar ao novato Isack Hadjar, enquanto Arvid Lindblad chega à Racing Bulls para ocupar a vaga do francês.
Ao todo, oito equipes mantiveram as mesmas duplas de pilotos do ano passado. Entre os nomes confirmados está o brasileiro Gabriel Bortoleto, que segue na Fórmula 1 após sua estreia em 2025. O piloto agora defende a Audi, que assumiu oficialmente a operação da antiga equipe Sauber.
Imagem: EVARISTO SA / AFP
Cadillac estreia e aumenta grid para 22 pilotos
A grande novidade da temporada é a chegada da Cadillac como 11ª equipe do campeonato. A estrutura foi construída a partir do projeto da Andretti e amplia o grid para 22 pilotos — algo que não acontecia desde 2016, quando a equipe Manor ainda fazia parte da categoria.
Com a nova equipe também retornam dois pilotos experientes: Sergio Pérez e Valtteri Bottas, ambos vencedores de Grandes Prêmios e vice-campeões mundiais.
Nova era de motores atrai fabricantes
As mudanças no regulamento técnico para 2026 tiveram como objetivo principal atrair novos fabricantes de motores para a Fórmula 1 — algo que já começa a se concretizar.
A Audi faz sua estreia oficial como fabricante no Mundial, enquanto a Red Bull passa a produzir seu próprio motor em parceria com a Ford. A Honda, que havia anunciado sua saída da categoria em 2021, decidiu continuar no projeto e estará presente novamente.
Na prática, a montadora japonesa nunca deixou totalmente a Fórmula 1, já que seguiu fornecendo unidades de potência para a Red Bull nos últimos anos.
Outra mudança importante ocorreu na Alpine. A Renault decidiu abandonar o desenvolvimento de motores próprios a partir de 2026, e a equipe francesa passará a utilizar unidades de potência da Mercedes.
Com isso, a Fórmula 1 terá cinco fabricantes de motores nesta nova era técnica.
Parcerias entre equipes e fabricantes
Além da Audi e da Alpine, outras parcerias chamam atenção. A Cadillac estreia utilizando motores da Ferrari, embora exista o plano de desenvolver no futuro uma unidade de potência própria com a marca da General Motors.
Já a Honda firmou uma nova parceria com a Aston Martin, equipe comandada por Lawrence Stroll e que busca se consolidar como uma das principais forças da categoria.
Calendário mantém 24 corridas
O calendário de 2026 mantém as 24 etapas das duas temporadas anteriores. Dos circuitos presentes no campeonato, 23 permanecem os mesmos do ano passado.
A única ausência é o circuito de Imola, que sediou o GP da Emília-Romanha entre 2020 e 2025. A pista passa por obras de modernização e ainda espera retornar ao calendário futuramente.
Em seu lugar entra um novo circuito urbano em Madri, conhecido como “Madring”, que receberá o GP da Espanha em setembro. Mesmo assim, Barcelona permanece no calendário com o GP de Barcelona-Catalunha.
Corridas com formatos diferentes
Uma curiosidade do calendário deste ano é o GP do Azerbaijão, que será realizado entre quinta-feira e sábado para evitar conflito com um feriado nacional do país.
O GP de Las Vegas seguirá o mesmo formato, com atividades de quinta a sábado no horário local, o que corresponde a sexta a domingo para o público europeu.
Zandvoort se despede da Fórmula 1
A temporada 2026 também marcará a última edição do GP da Holanda, disputado em Zandvoort. Apesar da popularidade da prova impulsionada pelo sucesso de Max Verstappen, questões financeiras levaram os organizadores a encerrar o evento ao final do contrato.
A partir de 2027, o GP de Portugal deve ocupar a vaga deixada pela corrida holandesa, enquanto outras possibilidades seguem sendo avaliadas pela Fórmula 1, incluindo um eventual retorno do GP da Turquia.
Regulamento técnico muda completamente os carros
O maior ponto de interrogação da temporada está nos novos carros. Após mais de uma década com regulamentos relativamente estáveis, a Fórmula 1 decidiu promover uma grande mudança técnica para 2026.
As novas unidades de potência aumentam significativamente a participação da energia elétrica e eliminam o sistema MGU-H. Além disso, os carros passam a contar com aerodinâmica ativa, permitindo ajustes nas asas dianteira e traseira durante as corridas.
A expectativa é que essas mudanças tornem os carros mais eficientes, sustentáveis e competitivos, inaugurando uma nova era na história da Fórmula 1.
Admilson Leme

















