Quem pode mais

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Refletindo aqui sobre as irresponsabilidades do homem sobre o homem, podemos considerar o poder como insensível e até mesmo irracional. Mas não é. Muitas vezes até parece, mas, de maneira geral, é muito competente na arte de sustentar-se no poder.
Muitas ações irracionais são defendidas e colocadas em prática em nome da governabilidade e, por mais estranho que pareça, em nome do bem comum.
Na verdade, poucos governantes têm como principal preocupação o bem comum. Em primeiro lugar vem sempre a luta pelo poder, seguida da defesa de estar fazendo o melhor fazendo “tudo certo”.
A principal prova disto é não encontrarmos ninguém que tenha reconhecido ter sido um mau governante, por pior que tenham sido suas atitudes e ações.
Outro detalhe fundamental é ver como lutam para manter o poder. Assim como se debatem para continuar ao lado do novo comandante. E nos momentos de crise (por governar mau ou outro motivo), sempre vão exigir sacrifícios de lucros, ganhos e salários para os empresários e os assalariados, nunca para os ministros, parlamentares juízes, graduados em geral dentro dos altos cargos públicos.
Os do supremo e outros assemelhados com garantia de emprego vitalício, todos podem trabalhar em casa sem perder um centavo de seu salário. Assim também os parlamentares e chefes de executivos, que têm a garantia absoluta de manter todos os benefícios até o fim do mandato (em geral conseguindo sempre um novo mandato).
Nem mesmo a grande imprensa que tanto cobra de quem não está alinhado com seus interesses ousa reclamar ou alertar para a possibilidade de algum corte nos grandes salários pelo simples fato de correr o risco de perder as fabulosas verbas que os sustentam.

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