Durante a Mercosuper 2019, que aconteceu até o dia 11 de abril no Expotrade Convention Center, especialistas debateram sobre o Varejo 4.0 e trouzeram insights para os empresários do Paraná. Um dos principais pontos abordados foi a previsão do futuro dos supermercados, que não se resumirá a uma loja robotizada ou virtual, mas que priorizará a experiência do consumidor, com espaços descontraídos de entretenimento e lazer.
Neste cenário, o E-commerce passará por um grande crescimento e impulsionará a criação de uma grande base de dados, o que vai possibilitar a realização de um atendimento mais exclusivo e focado nos desejos do consumidor. Hoje, as vendas on-line representam apenas 3% do varejo brasileiro, mas a expectativa da ABCOMM (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) é de que este número cresça 16% ainda neste ano.
No Brasil, o desafio é que os varejistas e provedores de solução tornem a plataforma cada vez mais amigável para o consumidor. “Se conseguirem fazer com que isso se converta em vendas, vão ganhar uma fatia grande de clientes e vender mais”, destacou Dutra.

 Já na China, o e-commerce está saturado e extremamente competitivo. Segundo Mathew Brennan, palestrante internacional da Mercosuper e especialista em varejo digital, os varejistas chineses estão investindo no off-line e buscando maneiras de construir uma grande base de dados para melhorar a experiência de compras e transformar as lojas em centros de entretenimento. “O Alibaba surgiu como um novo varejo e combina o on-line e off-line porque o on-line se tornou muito competitivo. Uma das primeiras coisas que a Alibaba e Tencent fizeram foi fazer grandes investimentos em varejistas convencionais, o que vimos nos EUA com a Amazon”.
Para isso, Brennan afirma que é fundamental evoluir na utilização dos dispositivos móveis. Quase 90% das pessoas da China não utilizam mais dinheiro físico para pagamentos. No país, os provedores de serviços de pagamento que permitem a utilização de dispositivos móveis respondem por 67% das transações financeiras, seguidos dos cartões (22%), e dinheiro (11%).
“Na China, quando as pessoas pagam com o celular, fica fácil de colocar mais serviços como programas de fidelidade, grupos de compartilhamento social e outras coisas que acrescentam valor ao pagamento. Além disso, com este processo o varejista obtém dados e esta é a razão principal que coloca a China à frente”, disse Brennan.