A partir da segunda quinzena de outubro, a vacina da Johnson & Johson contra o coronavírus entra na última fase de testes no Paraná.
Mi curitibanos serão voluntários para os testes.

Até o momentos, os resultados apontam que a vacina contra a Covid-19 é segura e induziu resposta imune mesmo após uma única aplicação.
Os resultados são referentes a uma parte dos participantes das fases 1 e 2. 

A vacina da empresa pela imunização foi a quarta a obter autorização da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) de testes de fase 3 no Brasil, em agosto. Na semana passada, a empresa anunciou que a terceira e última etapa de testes em todo o mundo seria feita com 60 mil voluntários. No Brasil o teste será feito com 7 mil participantes, segundo a Anvisa.

Essa etapa de testes aceitará participantes acima dos 60 anos e com doenças preexistentes como, por exemplo, diabetes, hipertensão, asma e HIV. A idade mínima para participar é de 18 anos.

Se a eficácia e a segurança da vacina forem comprovadas, a expectativa é de que ela esteja disponível no início de 2021 para uso emergencial, segundo a empresa.

VACINA RUSSA

Em meados de outubro, o Paraná também deverá ter o protocolo de validação para a fase 3 de estudos clínicos da vacina russa no País, para iniciar testes em seguida.

Na fase 3, o objetivo é verificar a eficácia em larga escala. As etapas costumam ser conduzidas separadamente, mas, no caso da pandemia, por causa da urgência dos resultados, várias vacinas têm sido testadas simultaneamente em mais de uma fase.

Se aprovado, deverão ser testadas no mínimo 10 mil pessoas no Brasil, com prioridade para profissionais de saúde, afirma o governo paranaense.

“As primeiras vacinas para o estudo chegarão assim que a Anvisa e a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa autorizarem. Serão em torno de dois ou três meses de testes. Com tudo ocorrendo bem e com a obtenção dos registros, podemos ter vacinação no começo de 2021”, disse Jorge Callado, presidente do Tecpar.

À princípio, essas primeiras doses de vacina teriam que ser de origem russa, já que a fase de compartilhamento de tecnologia e protocolos devem possibilitar a produção nacional somente no segundo semestre do ano que vem, estimou o diretor.

“A vacinação de massa no segundo semestre de 2021 é referente à produção em território brasileiro, mas nada impede que as importações ocorram antes. Esses resultados positivos são bons indicativos. É importante que os dados da fase três comprovem os dados da fase 1 e 2”, disse.

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, disse que está buscando aprovação do conselho, de US$ 12 bilhões, para um plano de financiamento de vacina contra o novo coronavírus, a fim de ajudar os países pobres e em desenvolvimento a garantir parcela suficiente de doses quando estiverem disponíveis nos próximos meses.

Malpass afirmou, em entrevista exclusiva à Reuters, que a iniciativa tem como objetivo ajudar os países a adquirir e distribuir vacinas antecipadamente para profissionais da saúde e outros trabalhadores essenciais e expandir a produção global. Segundo ele, o conselho deve analisar o plano no início de outubro.

A competição global pelas primeiras doses da vacina contra covid-19 já é grande, meses antes de qualquer aprovação, uma vez que os países ricos se movimentam para garantir o abastecimento.

O governo dos Estados Unidos prometeu mais de US$ 3 bilhões para garantir centenas de milhões de doses de vacinas em desenvolvimento pela britânica AstraZeneca, pela gigante farmacêutica norte-americana Pfizer e pela alemã BioNTech SE.

Malpass afirmou que o plano do Banco Mundial visa a colocar os países pobres e de renda média, onde o vírus está se espalhando mais rapidamente, no mesmo patamar que os países mais ricos, garantindo financiamento para conseguir o abastecimento e um sistema de distribuição, o que encorajará os fabricantes de medicamentos a atender sua demanda.

Sem as primeiras doses que podem controlar os surtos, muitos desses países correm o risco de um colapso econômico que levará centenas de milhões de pessoas de volta à pobreza.