Faleceu nesta terça-feira, aos 82 anos, a ex-deputada estadual e ex-vereadora Arlete Caramês. Natural de Porto União (SC), Arlete teve uma trajetória marcada pela transformação de uma dor pessoal em uma causa de impacto nacional.
Do luto à militância
Bancária de formação, Arlete teve sua vida transformada em 1991, após o desaparecimento de seu filho, Guilherme Caramês Tiburtius, então com oito anos, no bairro Jardim Social, em Curitiba.
Reprodução Internet Guilherme Caramês
O caso, que nunca foi solucionado, impulsionou Arlete a fundar, em 1992, o Movimento Nacional da Criança Desaparecida do Paraná (CriDesPar).
A ONG tornou-se referência no país, atuando diretamente na prevenção e na localização de menores desaparecidos, dando voz a milhares de famílias que enfrentavam o mesmo drama.
Carreira Política
O reconhecimento de seu trabalho social a levou para a vida pública:
1998: Concorreu à Câmara dos Deputados, obtendo mais de 30 mil votos.
2000: Eleita vereadora de Curitiba com 14.160 votos.
2002: Deixou a Câmara Municipal para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
Repercussão e Homenagens
Lideranças políticas lamentaram a perda e destacaram o impacto de Arlete na legislação de proteção à infância.
"Arlete transformou um evento traumático em ativismo e conseguiu avanços efetivos na proteção das crianças e dos adolescentes", afirmou Tico Kuzma (PSD), presidente da Câmara Municipal de Curitiba.
A vereadora Sargento Tânia Guerreiro (Pode), também atuante na causa infantil, definiu a trajetória de Arlete como um "testemunho de amor incondicional que ultrapassou a dor e se transformou em luta coletiva".
O legado de Arlete Caramês permanece como um marco na defesa dos direitos humanos no Paraná, simbolizando a resistência de mães que buscam por respostas e justiça.
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Admilson Leme














