Visando manter viva nossa memória o nome dos deputados envolvidos no escândalo do Mensalão, que na verdade era uma grande rede de distribuição de dinheiro vivo e muita influência. Atitudes de bandidos conscientes que usaram e ainda usam, o bem público em benefício próprio. Julgado ninguém foi, mesmo tendo já se passado mais de 7 anos, e, dificilmente serão. Uns morrendo e outros “imputáveis”…. Por isto é bom manter vivo na memória estes nomes identificados dentro da maracutaia da maior pizza já vista nos últimos tempos.

  

ABSOLVIDOS
Vadão Gomes (PP-SP): Foi citado como beneficiário de R$ 3,7 milhões. Nega ter rececebido os recursos.
João Magno (PT-MG): No Banco do Brasil consta pagamento de R$ 50 mil para um de seus assessores. No Banco Rural, uatro pagamentos para pessoas próximas ao deputado, ele inclusive. Admitiu que o dinheiro foi usado para pagar dívidas de sua campanha à Prefeitura de Ipatinga.
João Paulo Cunha (PT-SP): Marcia Regina Cunha, mulher do ex-presidente da Câmara, sacou do banco Rural R$ 50 mil. Primeiro negou, depois disse que o dinheiro foi usado para ajudar na campanha do PT em Osasco, no ano passado.
José Mentor (PT-SP): Recebeu R$ 120 mil, mais R$ 60 mil em nome de seu escritório de advogacia. O deputado afirmou que seu escritório recebeu por prestação de serviços.
Josias Gomes (PT-BA): Fez dois saques de R$ 50 mil. Diz que usou para pagar dívidas de sua campanha de 2002.
Pedro Henry (PP-MT): Apontado pelo deputado Roberto Jefferson como um dos distribuidores do “mensalão”. Também teria sido responsável por pressionar o PTB para participar do esquema. Nega as acusações.
Professor Luizinho (PT-SP): Beneficiário de R$ 20 mil sacados por um assessor. Alegou ter usado para o caixa dois de campanhas de vereadores de São Paulo.
Roberto Brant (PFL-MG): R$ 102 mil feito por Nestor Francisco de Oliveira, coordenador político da campanha de Brant à Prefeitura de Belo Horizonte em 2004. O assessor confirmou o saque, doado pela Usiminas.

Romeu Queiroz (PTB-MG): R$ 350 mil. Admitiu ter recebido mais R$ 102 mil da Usiminas. Pegou dinheiro a pedido de Roberto Jefferson.

Sandro Mabel (PL-GO): Acusado por Jefferson de ser operador do “mensalão” e ter oferecido R$ 1 milhão de “luvas” mais R$ 30 mil mensais para que a deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO) fosse para o PL. Mabel nega as acusações.

Wanderval Santos (PL-SP): Dados apontam um assessor como beneficiário de saque de R$ 150 mil. O deputado argumenta que mandou receber a pedido de deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ).

RENUNCIARAM
José Borba (PMDB-PR): Teria sido beneficiado com R$ 2,1 milhões. Borba nega. Confessou que recebeu R$ 6,5 milhões do caixa dois do PT para a campanha de 2002.

Carlos Rodrigues (PL-RJ): Teria recebido R$ 400 mil. Nega e afirma que não há nenhuma prova documental ou testemunhal que o vincule aos saques.

Paulo Rocha (PT-PA): Documentos em posse da CPI comprovam saques de R$ 420 mil, realizados por Anita Leocádia, sua assessora..Disse que usou para pagar dívidas de campanhas no Pará em 2002.

AGUARDAM JULGAMENTO
José Janene (PP-PR) morto em setembro de 2010 na fila de transplante de coração: Apareceu com R$ 4,1 milhões sacados pelo assessor João Claudio Genu. Disse que o partido passava por problemas financeiros e que o PP pagou um advogado com parte do dinheiro.