Foto: EFE/Claudio Peri

O julgamento do ex-mordomo do papa, Paolo Gabriele, de 46 anos, acusado de roubo com agravantes de documentos secretos de Bento XVI é um dos mais curiosos dos últimos tempos.
O processo, apelidado de ‘Vatileaks’, ganhou repercussão internacional. A primeira audiência determinou que o secretário particular do papa, monsenhor Georg Gänswein, superior direto do ex-mordomo, será convocado como testemunha no julgamento. Gänswein, de 56 anos, considerado por alguns como a eminência parda do sumo pontífice, era a única testemunha citada com nome e sobrenome nos documentos processuais.
O desenrolar do julgamento ainda levanta muitas dúvidas, pois esta é a primeira vez que o estado da Cidade do Vaticano enfrenta um processo penal com tanta repercussão. Anualmente, o Vaticano realiza cerca de 30 julgamentos, mas todos de menor escala, já que se trata de ladrões de carteiras e pequenos roubos ocorridos na Praça e na basílica de São Pedro. Oito jornalistas selecionados serão autorizados a entrar – sem gravadores nem câmeras fotográficas ou de vídeo – na pequena sala onde apenas 50 pessoas vão poder assistir à sessão de pé.
A duração da audiência ainda é incerta, mas fontes do Vaticano esperam que o julgamento dure poucos dias, já que todos desejam “resolver o mais rápido possível esse tema”. Diferentes testemunhas devem contar suas versões sobre o caso de vazamento de documentos secretos na próxima semana.
Envolvidos – Além de “Paoletto”, como é conhecido o mordomo que pode ser condenado a até quatro anos de prisão, também será julgado o técnico de informática Claudio Sciarpelletti, de 48, acusado de participação nos vazamentos.