Antonio Gramsci que o diga… 1ª Parte

Ramires

A discussão acerca de posição partidária ideológica foi eufórica na eleição presidencial de 2014. Os veteranos e “entendidos” se mantiveram fiéis aos seus dogmas ideológicos, outros analfabetos políticos continuam sem saber o que se passa nesse meio. É incrível perceber que alguns intelectuais, telejornais, blogs e periódicos intitulando-se apartidários fazem justamente aquilo que é próprio de partidos e ideologias. Dizem que, “não é porque alguém seja pobre ou miserável, que precisa manter sua casa suja e fétida”. Não é pela simplicidade desta maioria que as manchetes devam destacar reações mais ignorantes de pessoas que desconhecem o funcionamento, meios legais e atribuições de cargos políticos.
Já vi vereadores comunicarem em seus informativos que, solicitaram, ou que fizeram tal benefício para a população, sendo que jamais fizeram nada disto, uma vez que não fazem parte das suas atribuições, dentro da limitação de seu poder. No entanto está lá, registrado em seu informativo.
Outras palavras midiáticas de massificação também vamos encontrar em relação ao governo do Estado; tratoraço, medidas da maldade e outras. Um blog chegou a criar um “painel da vergonha” a respeito do apoio ou não dos deputados às medidas do governo, e decretou a posição dos mesmos como “a favor do povo, contra o povo, e muro”, fingindo desconhecer que política, infelizmente, funciona com conchavos e interesses de apoios partidários. Vejamos a Câmara de Vereadores de Curitiba onde há tantos partidos e tantos interesses que no final acabam inviabilizando a aprovação de projetos simples em favor de Curitiba e de toda sua população.
A linguagem, a forma de comunicação, a maneira de dirigir a palavra e o tipo de palavra, atrai e serve para conseguir o que se quer, seja para organizar, arraigar prosélitos, ou causar mais confusão. Há muita psicologia social e formas de conseguir o que se quer através de estratégias educacionais-culturais, desinformação, informação desinteirada, desonestidade intelectual e jargões, o político e pensador italiano Antonio Gramsci que o diga.