Quem tudo compreende tudo ama.
Quem tudo ama tudo pode.
Compreender, amar e poder – estas três coisas são na realidade uma só.
Enquanto o homem ignora qualquer coisa não ama ainda integralmente, porque o seu amor está limitado àqueles seres que se acham dentro do luminoso círculo da sua compreensão, ao passo que os outros seres que ficam fora dessa zona de compreensão não são, nem podem ser objetos do seu amor.
Amor universal supõe compreensão universal.
E, uma vez que o homem tudo compreende e tudo ama – que limite poderia haver ainda para o seu poder?
Se, sem limites é o seu compreender e o seu amor, sem limites tem de ser, necessariamente, o seu poder.
Como posso amar afetiva, intelectiva e até fisicamente, um ser que é puro espírito? Como podem a mente, o corpo atingir esse objeto de amor?
Quando a verdade e a beleza se fundem numa graciosa sintonia, surge a estupenda poesia do cosmos, síntese de verdade e beleza.
A verdade é infinitamente bela.
A beleza é profundamente verdadeira.
Por isto, a vida eterna, é necessariamente, a eterna beatitude, porque nasce do consórcio do verdadeiro e do belo, que é amor.
Então sabe ele que é amor.
Sabe o que é Deus.
E sabe o que é ele mesmo.

Pedro da Costa é quiropata e livre pensador.