Os gestores municipais não poderão deixar os mamógrafos parados por falta de manutenção ou de profissionais para operá-los”, afirma Ney Leprevost.

Agora é lei, foi aprovado o projeto do deputado Ney Leprevost, que garante a mamografia gratuita para mulheres acima de 35 anos, em todas as cidades pólo do Paraná. O projeto foi aprovado com 37 votos a favor e um contra.
Projeto de lei – O projeto de lei garante a mamografia gratuita e periódica para todas as mulheres acima dos 35 anos, a ser realizada nas cidades pólo pata atender todos os municípios do Paraná.
Entende-se por cidades pólo toda aquela que tiver população maior ou igual a 30 mil habi¬tantes.
O exame deverá ser realizado em um prazo máximo de 30 dias após solicitação do médico credenciado.
A implantação do projeto poderá se estabelecer através da aquisição de equipamentos ou firmamento de convênios com estabele¬cimentos públicos ou privados, por parte do Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais de Saúde e Secretarias Municipais de Saúde.
A fiscalização dos serviços conveniados de mamografia estará a cargo da Secretaria de Estado da Saúde.
A fiscalização do funcionamento e manutenção dos aparelhos de mamografia será de responsabilidade das Secretarias Municipais de Saúde.
A cada ano, morrem de câncer de mama no Brasil, mais de dez mil mulheres e a faixa etária está acima dos 35 anos. A detecção tardia é uma das maiores causas de morte por câncer de mama no país.
“É isto que esta lei vem corrigir. Os gestores municipais não poderão deixar os mamógrafos parados por falta de manutenção ou de profissionais para operá-los”, afirma Ney Leprevost.
Existem 46 cidades no Paraná que dispõem de mamógrafos, e destes, apenas 36 atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Enquanto cidades paranaenses têm equipamentos de sobra, Curitiba tem 11 aparelhos disponíveis pelo SUS, mas apenas um é do município e fica no Hospital Erasto Gaertner. Os outros dez ficam em clínicas e hospitais particulares que atendem a Prefeitura por convênios.
“A detecção do câncer de mama em estágio inicial, através da mamografia, pode evitar oito de cada dez casos em que a doença é constatada”, explica Ney Leprevost.