Tira familiar lançada em 1930 pelo artista Chic Young. O contexto da tira era simples, as aventuras amorosas da bela jovem trabalhadora Blondie atrás do playboy milionário Dagwood

para aplicar o golpe do baú. Nada muito sofisticado, apenas o prenúncio de uma comédia romântica. Acontece que no casal protagonista, a mulher inicialmente planejada como frívola começou a ganhar destaque, e em 1933 os dois se casam. Devido ao matrimônio com a moça

pobre, o moço é deserdado pelos pais, e o casal vai viver o cotidiano de classe média com suas rotinas, amigos, vizinhos, mascotes, e muito em breve, filhos.

O cenário da Grande Depressão, a mulher como líder do lar, e o descenso social de Dagwood, criaram a identificação com o público que transformou a tira num fenômeno para os leitores americanos e os de outros 46 países.

Os desenhos da série e os cenários sofreram alterações e atualizações ao longo dos anos, sem descaracterizar os personagens, a mulher forte e decidida com o marido bonachão. Novos elementos foram acrescentados ainda no começo da tira, o período de recém-casados foi de apenas um ano, quando o primeiro dos filhos nasceu em 1934.

Blondie foi adaptada para cinema, rádio e televisão. Chic Young, que se valeu de alguns assistentes, produziu a tira até a sua morte em 1973, quando então seu filho Dean Young assumiu os personagens, e os conduz até hoje. No Brasil o casal é mais conhecido como Belinda e Dagoberto.