Já devemos ter comentado sobre isto, mas é um tema que merece sempre ser retomado, discutido e analisado à luz de cada momento da sociedade.
Em tempos de pandemia este tema se acende mais e vai em seu caminho recebendo de maneira especial os extremistas, os intolerantes e toda a gama de pessoas que sonha se acercar de uma realidade que caiba exatamente naquilo que deseja para si.
Vamos voltar ao tema democracia. Sem necessidade de explicações técnicas, de origens de nomes, instituições, etc, o que importa mesmo é o que representa esta palavra dentro da realidade mundial.
É um sistema de governo onde cada indivíduo tem a liberdade de ir e vir, de pensar e especialmente de expressar sua opinião. Não é um sistema perfeito, mas é o melhor que vimos até o momento.
A chave para viver e identificar um sistema democrático está firmado pela presença dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Também imperfeitos, eles precisam estar em plena atividade. Se não puderem viver em equilíbrio, precisam ao menos se manterem ativos. Assim um vai controlando o outro. Sempre teremos um mais forte que o outro diante de cada realidade histórica ou da capacidade das pessoas, ou pessoa no comando de cada um dos poderes.
A disputa pelo poder é acirrada, sem limites. Ele nunca vai ser puro. Vai ter muitas falhas. E isto, por um simples motivo: Ali tem um ser humano com todas as capacidades de um ser racional, mas também com todos os defeitos existentes neste ser racional.
A possibilidade de dominar tudo, como acontece nos regimes totalitários, só pode ser controlada por outro poder tão importante quanto este.
Raciocínio básico para encerrar com a certeza de que quando um poder fica enfraquecido ou deixa de existir já não existirá democracia.
Qualquer supremacia acaba descambando no predomínio e na dominação de quem passa a impor sua vontade. A vontade de um ou de um grupo, por mais que agrade a quem concorda com isto, nunca poderá ser chamado de democracia pelo simples motivo de que centrará suas ações no sentido de calar quem o critica, ceifando as liberdades individuais.
Sim, aqui nós vivemos numa democracia.