Chega a ser quase constrangedor falar sobre este tema, mas é, ainda mais constrangedor, ver pessoas criticando estudiosos e intelectuais como se estudar um pouco mais fosse um risco para a pessoa virar comunista.

O absurdo de criticar o indispensável aprendizado de novas línguas como sendo um risco de ver os filhos convivendo com comunistas.

Com esta pausa para evitar algum palavrão volto ao tema lembrando a irritante crítica de pessoas que colocam a elite das universidades num mesmo saco, como se todos estivessem contaminados pelo esquerdismo extremo, ou pelo idiota e falecido comunismo.

Mesmo reconhecendo que a esquerda militante dentro das universidades deve ser predominante temos de olhar com mais atenção que ali também existe muita gente da direita extrema. Dois males e dois riscos dos extremistas que defendem a tomada de poder. Um, pelos defensores da esquerda e outra pelos defensores da direita.

Assim como aqui nesta opinião, ficam discutindo seus “princípios” do alto de seus postos enquanto a população em geral continua esquecida na base da pirâmide.

Péssimas escolas, professores despreparados com baixos salários ao mesmo tempo em que nossas crianças e  nossos jovens ficam ouvindo estes discursos polarizados onde não existe tolerância para respeitar a opinião alheia. E o governo diminuindo verbas da educação no mesmo momento em que aumenta o Fundo Eleitoral para R$ 5,7 bilhões para ano eleitoral (além dos atuais R$ 2,2 bilhões por ano). 

Quase 8 bilhões este ano, para os partidos e seus donos continuarem mantendo no poder os de sempre, ao mesmo tempo em que preservam seus gordos salários, mordomias e outras verbas.

Será que podemos deixar este tipo de aprendizado para as próximas gerações?