No último dia 21 de Maio, a Associação das Empresas da Cidade Industrial de Curitiba (AECIC) manifestou oficialmente preocupação com os impactos das recentes Notas Técnicas da ANEEL — nº 24/2026, 34/2026 e 44/2026 — que tratam de reajustes tarifários da energia elétrica.
Em ofício encaminhado ao presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica, Sandoval de Araújo Feitosa Neto, a entidade destacou que acompanha e apoia as manifestações já apresentadas por federações e associações do Paraná, entre elas a FIEP, a Federação do Comércio, a Federação da Agricultura e a Associação Comercial do Paraná.
As entidades alertam para o risco de um aumento considerado excessivo na tarifa de energia, com potencial de comprometer a competitividade de milhares de indústrias paranaenses.
“A manifestação da FIEP e demais entidades, que assumiram o bem elaborado estudo demonstrativo do exacerbado aumento de energia elétrica, com certeza fará com que a ANEEL se debruce sobre o assunto para considerar as milhares de indústrias que serão afetadas negativamente”, registrou o presidente da AECIC, Celso Luiz Gusso, no documento enviado à agência.
Em outro ofício, a AECIC também comunicou ao presidente do Sistema Fiep, Virgílio Moreira Filho, sua solidariedade às medidas adotadas pela federação e colocou-se à disposição para reforçar o movimento empresarial contra os reajustes.
Impactos no setor produtivo
Segundo a avaliação das entidades, o aumento da energia elétrica pode atingir diretamente a indústria, o comércio, os serviços e o agronegócio. Para as indústrias, o principal efeito seria a elevação dos custos operacionais e a perda de competitividade. No comércio e nos serviços, parte desse impacto pode chegar ao consumidor final por meio do aumento de preços. Já no agronegócio, a preocupação envolve os custos de produção, armazenagem e logística.
A mobilização da AECIC reforça a união de entidades empresariais do Paraná em defesa de tarifas mais equilibradas, para evitar que o setor produtivo seja penalizado por reajustes considerados acima da capacidade de absorção das empresas.