O trabalho desenvolvido por Claudete da Silva Pinheiro, presidente da Associação de Moradores da Vila Leão, tem se tornado um exemplo de resistência e dedicação comunitária na região do Novo Mundo e Pinheirinho, em Curitiba. O projeto social atende atualmente 57 crianças e adolescentes, utilizando o futebol como instrumento de inclusão, disciplina e transformação social.
Mesmo com resultados positivos dentro da comunidade, a iniciativa enfrenta desafios constantes para manter as atividades em funcionamento. A principal dificuldade está relacionada à falta de recursos financeiros para custear despesas básicas e garantir a continuidade do projeto.
Entre os principais obstáculos enfrentados estão os custos com transporte para participação em jogos e amistosos fora da região, fator que limita as oportunidades dos jovens atletas. Além disso, Claudete acumula a coordenação das atividades com a busca por patrocínios e apoio, realizando contatos e enviando ofícios em seus horários de folga, muitas vezes sem retorno.
Outro desafio é o crescimento contínuo da demanda. A cada ano, o número de participantes aumenta, pressionando ainda mais o orçamento já limitado da iniciativa.
A fragilidade financeira do projeto ficou evidente durante a Páscoa deste ano. Sem doações confirmadas até a véspera da data, a tradicional entrega de chocolates corria o risco de não acontecer. A situação só foi revertida após uma mobilização solidária entre lideranças comunitárias e apoiadores da região.
A ação contou com a contribuição do presidente da Associação de Moradores da Vila São José, Alisson Gustavo, que realizou uma doação de última hora, garantindo caixas de bombom suficientes para a montagem dos 57 kits distribuídos às crianças e adolescentes atendidos pelo projeto.
Apesar das dificuldades, o trabalho desenvolvido na Vila Leão segue produzindo impactos positivos na comunidade. Além de oferecer uma atividade esportiva regular, o projeto ajuda a afastar jovens de situações de vulnerabilidade social, fortalece valores como disciplina e trabalho em equipe e promove maior sentimento de pertencimento entre os participantes.
A continuidade das atividades, no entanto, depende da ampliação de parcerias e do apoio da sociedade civil para garantir que os treinos e ações sociais não sejam interrompidos por falta de recursos, transporte ou materiais esportivos.