Internacional

Os absurdos custos financeiros do ataque ao Irã

São astronômicos.

Os mais elevados do dia a dia estão com a defesa, onde o Irã utiliza uma estratégia de "saturação por baixo custo", forçando os EUA e Israel a gastarem munições caríssimas para abater drones e mísseis relativamente baratos.

Veja os principais custos:

1. Defesa Aérea e Interceptação (O maior dreno financeiro)

Para proteger as bases americanas e o território israelense, o gasto é contínuo. 

 * Míssil Patriot (PAC-3 MSE): Utilizado pelos EUA para interceptar mísseis balísticos iranianos. Cada disparo custa cerca de US$ 4 a 5 milhões.

 * Míssil Tamir (Iron Dome - Israel): Usado contra foguetes de curto alcance. É a opção "barata", custando entre US$ 40.000 e US$ 50.000 por interceptação.

 * Míssil Arrow 3 (Hetz 3 - Israel): Para interceptações fora da atmosfera. Cada unidade custa aproximadamente US$ 3,5 milhões.

2. Ataque de Precisão e Longo Alcance

Estes são os projéteis usados para destruir bunkers nucleares e centros de comando no Irã.

 * Míssil de Cruzeiro Tomahawk (Block V): Lançados de navios e submarinos no Golfo. Custo aproximado de US$ 2 milhões por unidade. Em uma única noite de ataques pesados, os EUA devem ter disparado mais de 100 destes. Absurdos 200 milhões. 

 * Bombas GBU-57 (MOP - Bunker Buster): Bombas gigantescas de 14 toneladas usadas para perfurar as montanhas de Fordow e Natanz. O custo de produção e logística para operar essas bombas a partir de bombardeiros B-2 é estimado em US$ 3,5 milhões por ação. 

 * Mísseis AGM-158 JASSM-ER: Lançados por caças furtivos (F-35). Custo de cerca de US$ 1,5 milhão por unidade.

3. O Problema dos valores

O grande desafio da conta que não fecha: Para cada US$ 1 que o Irã gasta em um ataque de drones, os EUA/Israel gastam entre US$ 10 e US$ 100 para se defender ou retaliar com precisão.

Se o conflito durar as quatro semanas previstas, os estoques de mísseis interceptores podem chegar a níveis críticos, deixando outras regiões (como o Leste Europeu ou Taiwan) desguarnecidas.

O risco final mesmo está na possibilidade de desistência, com todo mundo perdendo e deixando a humanidade ainda mais dividida, com feridas profundas e incuráveis. 

É o livre arbítrio sendo substituído pelos bancos e pelo insano desejo de mais poder.


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