Pesquisa realizada em Curitiba revela comportamento e principais dúvidas que os adolescentes têm ao interagir na internet

Medo da exposição de dados pessoais, clonagem e invasão de contas. Esses são os temas mais recorrentes em uma pesquisa realizada com alunos do 7o ano do Ensino Fundamental em Curitiba (PR). Para 52% dos estudantes, a segurança ao navegar nas redes sociais é a maior preocupação na hora de interagir on-line, considerando que a exposição de dados pessoais e o possível roubo de informações é o que mais incomoda os adolescentes entre 12 e 13 anos.
Em segundo lugar, estão a saúde emocional e problemas com relação à própria imagem, bullying e cancelamento, com 24% das respostas. A plataforma mais usada por esses jovens é o WhatsApp, com 85% dos votos, enquanto o Instagram recebeu apenas 11%, seguido de Twitter, Tik tok e Discord, todos com 2%. A maioria (46%) afirmou também passar entre uma e três horas diárias nas redes sociais e 33% declarou passar de quatro a cinco horas on-line. Participaram da pesquisa, cerca de 200 estudantes do Colégio Marista Santa Maria e as respostas serviram de base para o evento ‘Fórum de Adolescentes’, que tem como tema as redes sociais.

De acordo com o coordenador do Ensino Fundamental Anos Finais, Hélio Martins, a proposta é trazer a história e evolução destas conexões digitais para os estudantes. “Informação e orientação são sempre as melhores ferramentas e na internet e redes sociais isso também se aplica. 

Ao saber quais são os cuidados necessários na hora de navegar e interagir, os jovens podem se relacionar de maneira saudável e positiva”, afirma. Ao longo do mês, as turmas participam de reuniões com professores e com a especialista em mídias sociais e negócios na internet, Fernanda Musardo.

Entre os temas abordados estão reflexões, orientações e dicas para que os estudantes possam falar e se informar sobre o tema.“A cada ano os jovens me surpreendem com um grande amadurecimento em relação ao respeito com o outro, segurança e preocupações muito pertinentes nas redes. Levar esses resultados e esses debates para dentro de casa das famílias é muito importante, pois é um tema que tem que ser falado tanto na escola como em casa”, conclui Musardo.