“Gestrinona: O Hormônio da Beleza e seus Efeitos Surpreendentes”

Foto focada em costas de uma mulher com músculos definidos e flexionados em referência ao uso da gestrinona.

A gestrinona é um hormônio sintético derivado da 19-nortestosterona que tem sido utilizado por cada vez mais pessoas com o objetivo de aumentar a massa muscular, reduzir a gordura corporal e aumentar a disposição. Esse hormônio possui propriedades androgênicas, antiestrogênicas e antiprogestogênicas e inibe a liberação de gonadotrofinas pela hipófise. Conhecido por seu uso no tratamento da endometriose, voltou a ser destaque por ser o componente do chamado “chip da beleza”, um tipo de implante hormonal. Apesar dos benefícios prometidos com o uso do implante, devemos alertar sobre alguns efeitos colaterais, como surgimento de acne, aumento da oleosidade da pele e cabelos, ganho de peso, edema e engrossamento da voz. É importante salientar ainda que o uso do “chip da beleza” tem sido visto com preocupação pela comunidade médica, sendo um procedimento não recomendado.

A gestrinona é um hormônio esteroide progestágeno sintético derivado da 19-nortestosterona. A gestrinona possui propriedades androgênicas, antiprogestogênicas e antiestrogênicas, além de inibir a liberação de gonadotrofinas pela hipófise. O uso do hormônio sintético gestrinona na forma de implante subcutâneo é conhecido como “chip da beleza”. O “chip da beleza” promete, entre outros benefícios, a redução da gordura corporal e aumento da massa muscular, entretanto pode provocar efeitos colaterais. Aumento de acne e oleosidade da pele e cabelos, bem como ganho de peso, engrossamento da voz e hipertrofia do clitóris são algumas reações indesejadas que podem surgir com o uso de gestrinona.

A gestrinona trata-se de um hormônio esteroide progestágeno sintético derivado da 19-nortestosterona que tem sido amplamente utilizado para fins estéticos na atualidade. Esse hormônio apresenta propriedades androgênicas (relacionadas com o desenvolvimento de características masculinas), antiprogestogênicas (reduzem o efeito da progesterona no organismo) e antiestrogênicas (reduzem os efeitos estrogênicos no corpo). Além disso, inibe-se a liberação de gonadotrofinas (hormônio folículo-estimulante e hormônio luteinizante) pela hipófise. A gestrinona destaca-se ainda por ser uma substância com ação anabolizante.

A gestrinona apresenta uso aprovado em alguns países para o tratamento da chamada endometriose, um problema de saúde que se caracteriza pela presença e crescimento do endométrio (tecido que reveste internamente o útero) em regiões fora da cavidade uterina. Começou a ser estudada para tal finalidade no final dos anos 70, sendo a administração, nesse caso, por via oral. Recentemente, o uso por meio de implantes hormonais de gestrinona tem aumentado, e, de acordo com a Comissão Nacional Especializada em Endometriose da Febrasgo e Sociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva, não há na literatura médica trabalho científico de relevância que avaliou a eficácia dos implantes hormonais de gestrinona no tratamento da endometriose. Amplamente difundida entre celebridades e influenciadoras, a gestrinona tem sido apontada como importante aliada na redução da gordura corporal, melhoria na disposição e aumento da massa muscular. O uso estético, no entanto, gera preocupação entre a comunidade médica. Exercício físico aliado a uma alimentação saudável é o caminho mais seguro para a redução de medidas, ganho de massa e melhoria da qualidade de vida. Em novembro de 2021, por exemplo, o Departamento de Endocrinologia Feminina, Andrologia e Transgeneridade (Defat) e a Diretoria Nacional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) emitiram um posicionamento sobre o uso (e abuso) de implantes de gestrinona no Brasil em que essa preocupação foi destacada. Veja trecho do documento a seguir: “A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) vem a público informar que também não reconhece os implantes de gestrinona como uma opção terapêutica para tratamento de endometriose, rechaça veementemente o seu uso como anabolizante para fins estéticos e de aumento de desempenho físico e conclama as autoridades regulatórias para incluir a gestrinona na lista C5 e aumentar a fiscalização do uso inadequado destes implantes hormonais no nosso país.” Vale destacar ainda que, recentemente, o Conselho Federal de Medicina proibiu a prescrição médica de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes, incluindo a gestrinona, para fins estéticos, para ganho de massa muscular e/ou melhora do desempenho esportivo, seja para atletas amadores ou profissionais. A decisão, segundo o conselho, baseia-se no fato de não existir comprovação científica suficiente que sustente seu benefício e a segurança do paciente. Vale salientar que a recomendação de hormônios para fins terapêuticos permanece sem alteração, como é o caso de mulheres na menopausa e homens com problemas na produção de testosterona.

A gestrinona tem sido implantada sob a pele, no interior de pequenos tubos de silicone ou de material absorvível, em um procedimento que ficou conhecido como implantação do “chip da beleza”. O chip é, portanto, na realidade, de um implante hormonal, o qual promete aumentar o ganho de massa muscular e estimular a perda de gordura. Além disso, é vendido com a promessa de aumentar a libido e a energia. Vale salientar, no entanto, que a recomendação de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes para fins estéticos não é permitida pelo Conselho Federal de Medicina.

Como salientado anteriormente, a gestrinona apresenta propriedades androgênicas, antiprogestogênicas e antiestrogênicas e inibe a liberação de gonadotrofinas pela hipófise. Essas propriedades podem resultar em reações indesejadas, como acne, oleosidade excessiva na pele e cabelos, hirsutismo (aumento de pelos) leve, edema, ganho de peso, engrossamento da voz, alopecia androgenética (calvície relacionada à presença de hormônios sexuais masculinos) e, raramente, hipertrofia do clitóris. Além disso, a inibição da liberação de gonadotrofinas pode levar a alterações menstruais e amenorreia, ondas de calor, sudorese, redução das mamas, mudanças na libido, ressecamento vaginal e nervosismo.

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Fonte: Brasil Escola

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