Os atos de vandalismo ocorridos na segunda-feira dia 14 de março nas instalações da Ceasa Curitiba culminaram com destruição, ameaças e muito vandalismo e até saques impedindo o funcionamento da Central de Abastecimento neste dia. Uma grande mobilização que até o momento não foi devidamente esclarecida, mesmo que predomine a informação genérica de que foi um movimento iniciado por compradores da Ceasa. Na Gerência de Mercado do Produtor da Ceasa Curitiba foram quebrados equipamentos de informática, de telefonia, e de outros materiais de escritório, e foram furtados ítens de trabalho dos funcionários, as caixas e o equipamento de som do local, balanças, e um micro-ondas. O Mercado do Produtor também foi depredado e incendiado, com perda total dos históricos de documentos e estatísticas de controle de volume e comercialização de hortigranjeiros dos agricultores cadastrados junto ao Mercado do Produtor. Todas as atividades de comercialização, e movimentação, de cargas assim como dos serviços e trabalhos da Ceasa Curitiba voltaram às normalidade já no dia seguinte aos incidentes. A diretoria da Ceasa Paraná esclareceu que realizou levantamentos dos estragos materiais causados pelos atos de vandalismo. Inicialmente estima-se prejuízos da ordem de R$ 500 a R$ 600 mil. Avalia-se também que nesse dia os permissionários e agricultores deixaram de comercializar hortigranjeiros e demais produtos no valor em torno de R$ 3 milhões. Um carro da Ceasa também foi incendiado. As sedes da Aprotiba – Associação dos Produtores, e do Sindaruc – Sindicato dos Permissionários foram apedrejadas e danificadas. Para a direção e para os diretores das instituições que funcionam no local não houve participação de funcionários. Foram pessoas de fora do meio da Central de Abastecimento e alguns trabalhadores avulsos que prestam serviços as empresas atacadistas, produtores e compradores, que estavam entre o grupo de manifestantes, e que provocaram as cenas de vandalismo na unidade. Quanto a mudanças em função dos protestos o que temos é que dois representantes deles irão compor a equipe da organização da assembleia marcado para o dia 8 de abril para avaliar e votar sobre as questões referentes ao novo horário de funcionamento do mercado, assim como demais ajustes e melhorias para a unidade, com a participação de permissionários atacadistas e seus funcionários, agricultores, carregadores e compradores cadastrados que atuam na Ceasa Curitiba. Por outro lado, a diretoria da Ceasa Paraná esclareceu que em todo este processo sempre esteve, e continua aberta a conversas, reuniões e encontros com as partes interessadas, para melhorar e regular horários e o sistema de comercialização de hortigranjeiros em suas unidades. Também lamenta que um pequeno grupo tenha tomado as atitudes de radicalizar, quebrando equipamentos, danificando veículos, tumultuando o ambiente do mercado e colocando em risco a integridade de todos.