Jornalista Humberto Schvabe

A verdade da nossa existência é discutida e disputada entre os mais diversos grupos “representativos”. São posições as mais diversas para explicar nossa origem, a existência e o destino da humanidade. O mais interessante de tudo, além das normais discussões sobre o pensamento humano, é que dentro das mais diversas sociedades ao longo dos tempos este mesmo homem (que insiste em suas visões sobrenaturais sem explicação científica), desenvolve crenças e convence semelhantes a serrarem fileiras em guerras sangrentas e desumanas em defesa de suas ideias ou loucuras. Princípios que defendem como ideais e bons para a salvação da humanidade. Bom? Como explicariam o fato de se impor pela força, sempre que dela possam fazer uso.

Salvar guerreando? Salvar matando?

Se pudéssemos entender o verdadeiro valor de cada um de nós. Entender que somos tudo neste corpo complexo e completo, desde o nascimento. Entender que todas as possibilidades de cada ser estão dentro de seu âmago. Dentro de si, de sua essência. Esta essência que sou eu, este brilho natural que me faz gente desde o nascer.

No viver em meio aos vícios e maldades que nos cercam, vamos perdendo este racional “inocente”. A confiança, a liberdade e a coragem da criança vai aos poucos sendo tolhida, maculada, em meio às decepções do convívio dentro uma sociedade viciada e egoísta.

Como resgatar esse brilho, esta pureza da alma? Como limpar, lavar e se livrar dos vícios que se acumularam diante das maldades e desmandos do mundo? Como fugir da ira que nos motiva a seguir no mesmo caminho? É exatamente aí que está o caminho para seguir numa vida mais equilibrada.

Conseguir este equilíbrio e desprendimento é o segredo que vai ser entendido melhor e mais cedo por quem tem uma boa escola e bons exemplos da família. Ele só pode ser colocado em prática através da consciência, da racionalidade e da compreensão efetiva e honesta na avaliação de “meu comportamento”. Não copiar os vícios e falhas dos outros entendendo sempre que o bem gera o bem.

Para o bem gerar em mim tenho de: fazer o melhor para mim sim, sempre. Ao mesmo tempo levar o bem e o melhor para os que me cercam.

É claro que isto só pode se concretizar num processo de conscientização que precisa se arraigar na sociedade como um todo. Através da aquisição de novas competências.

Ao vir ao mundo, primeiro aprendemos a nos comunicar, através da fala, dos gestos (expressões corporais), da escrita, etc. Adquirir conhecimento através do estudo sistemático e da reflexão é fundamental para restaurar este brilho da infância a fim de conseguirmos atuar nesse mundo de maneira equilibrada.

Temos de entender também que nem mesmo todo o conhecimento vai definir nossa vida e nosso futuro. Cada dia é diferente do outro e mesmo que a gente venha a conquistar o equilíbrio (quase impossível) vamos nos debater com novidades a cada dia que passa, exigindo novas atitudes.

Assim o ideal é não ter convicções imutáveis. Ter ideias, conhecimento e formação, para estar aberto e preparado para mudar. Novas sugestões, novas informações, assim como os exemples e experiências do viver devem nos conduzir à possibilidade de novos caminhos.

Não mudar sempre! Mas mudar sempre que esteja consciente de que esta mudança é positiva. Possa nos levar a um lugar melhor, mais seguro, mais humano e, sempre, mais próximos da igualdade.

Como semelhantes temos de acalentar o  sonho da igualdade; pois, cada um de nós é: um todo, uma alma e um corpo, único e incomparável.