Jornalista Humberto Schvabe

Pois bem, para início de conversa, como estamos no Brasil, vou começar com quem tem “direito” a esta vacina: homens em geral, pessoas trans, casais sorodiscordantes (quando um tem o vírus e outro não) e profissionais do sexo.
E olha só os riscos para quem toma este medicamento: insuficiência renal e a perda de massa óssea. E outro detalhe; a pessoa precisa fazer acompanhamento trimestral para ver a saúde dos rins. O medicamento deve ser disponiblizado apenas para homens que comprovadamente estejam sujeitos a doença.
Para evitar basta utilizar uma simples e gratuíta camisinha.
Mas o tema se torna complexo ante informações e “invencionices” de nossas autoridades que acaba criando mais confusão ao se difundir no mundo das redes sociais.
O mais assustador, no entanto, é o risco esta gente se submete pelo simples motivo da falta de prevenção, de cuidados basicos.
Outro aspecto que chama a atenção é o fato de que o aumento na frequência de sexo sem camisinha está diretamente relacionado à diminuição do medo de contrair a doença.
Está também em gente mais jovem entre 13 e 15 anos, onde pesquisas mostram que apenas
66% deles tem o hábito de usar o preservativo.
Quanto mais jovem, mais risco. De 15 a 19 anos, a taxa de detecção do HI V quase triplicou na última década. Subiu de 2,4 casos por 100 000 habitantes para 6,7 casos para os homens de de 3,6 para 4,1 casos para as mulheres.
Os resultados: de 20 a 34 anos é onde está a maioria das vítimas de infecção pelo HI V, 52% dos portadores, cerca de 830 000 brasileiros.
Estimativas indicam ainda que, um em cada três jovens inicia a vida sexual sem usar preservativos.
Mais que comentar esta realidade é importante mostrá-la, divulgar estes riscos e o número de vítimas, para conscientizar a população que, mesmo com medicamentos que amenizam os sintomas da Aids, ela é uma doença muito, muito grave.
Enfatizar a importância do uso da camisinha.