A partir do encanto que sentia pelas apresentações circenses de mágicos em sua infância, o escritor Lee Falk (um dos mais celebrados de todos os tempos) lança em 1934 o Mágico Mandrake. Personagem de visual estilizado com terno, capa e cartola. Um aventureiro que desvenda mistérios e crimes com seus truques, ilusões e a ajuda do fiel parceiro Lothar, o forte príncipe de uma tribo africana.


Mandrake o Mágico gera controvérsias por alguns estudiosos o classificarem como o primeiro super-herói dos quadrinhos devido aos elementos que caracterizam esse gênero de histórias: um parceiro (mesmo que não mirim), vilões recorrentes, enredos dramáticos, e uma bela noiva que muitas vezes aparecia em vestes e poses sensuais. Inicialmente até os poderes de Mandrake eram fantásticos, com a evolução da tira, passaram a ser truques.
Muitos fatores justificam o sucesso da tira e a popularidade que o personagem alcançou globalmente, o principal talvez tenha sido a integridade que apresentou durante as décadas devido ao fato de poucos autores estarem envolvidos com sua produção. Falk, que sempre foi conservador com os princípios de suas criações, escreveu a tira até sua morte em 1999, foi substituído pelo desenhista Fred Fredericks, que já havia substituído o desenhista original Phil Davis após a morte deste em 1964.
A tira durou até 2013. No Brasil as tiras do mago foram em maior parte publicadas compiladas na forma de revistas em quadrinhos.