O Terminal Portuário Ponta do Felix (TPPF) vai investir R$225 milhões no Porto de Antonina. A renovação do contrato de concessão, que passa a valer até 2037, prevê obras que irão dobrar a capacidade de movimentação do terminal das atuais 3 milhões de toneladas para 6 milhões de toneladas/ano.

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, afirma que os investimentos públicos, de R$623 milhões, feitos pelo Governo do Estado a partir de 2011, criaram um ambiente favorável aos investimentos privados nos portos paranaenses.

Os R$225 milhões que serão investidos em Antonina pelo Terminal Ponta do Félix integram um programa de investimentos privados de R$ 5,1 bilhões para os Portos do Paraná até 2030.

“Os projetos privados incluem novos terminais e arrendamentos, renovações de contratos, rearrendamentos de áreas públicas e contratos de passagem. Para que se tenha uma ideia, até 2030, a demanda de movimentação de cargas no Paraná deverá saltar das atuais 45 milhões de toneladas para 83 milhões de toneladas”, relatou Dividino.

MODERNIZAÇÃO – O Terminal Ponta do Félix, que possui contrato de arrendamento para movimentação de cargas congeladas e granéis em Antonina, vai investir na ampliação do cais do terminal portuário em 170 metros.

O projeto de desenvolvimento da estrutura portuária também prevê a construção de linha de atracação onde irá operar o terceiro berço do Porto, a construção de ramal ferroviário – proporcionando a interligação com modal ferroviário existente -, bem como a construção e instalação de seis armazéns. Atualmente o terminal opera em apenas dois berços.

FERTILIZANTE E AÇÚCAR – Para o fertilizante, será construído um armazém exclusivo, com capacidade para 120 mil toneladas de produto, interligado por correias transportadoras com os Berços Operacionais. Para os granéis e açúcar serão construídos outros quatro armazéns, com capacidade de até 60 mil toneladas.

Os armazéns serão instalados em uma área de, aproximadamente 42 mil metros quadrados. O início das obras acontece no primeiro semestre de 2017 e terá duração de 24 meses.

EMPREGO E RENDA – “A ampliação do Terminal fortalece o Porto de Antonina, gerando emprego, renda e desenvolvimento econômico para a região”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

O diretor comercial do terminal Portuário Ponta do Félix, Cícero Simião, conta que, atualmente, a capacidade operacional do Terminal gira em torno de 3 milhões de toneladas em carga movimentadas em seus dois berços.

“Com a ampliação do cais de atracação em 170 metros, e a ativação do terceiro berço, o qual vai contar com correias de interligação diretas ao berço dois e as área de armazenagem, a capacidade operacional de movimentação da Ponta do Félix será dobrada, chegando a seis milhões de toneladas ano”, conta Cícero.

Segundo ele, todo o projeto de expansão da Ponta do Félix proporcionará mais de 140 novos postos de trabalho. “A expansão portuária de Antonina significará mais desenvolvimento, geração de renda e novos empregos para a cidade histórica paranaense”, resume o diretor.

AVANÇO – Em Antonina, o cenário no Porto mudou muito desde 2011. No Ano de 2009, o Terminal Ponta do Félix movimentou apenas 80 mil toneladas de produtos. Com os investimentos feitos pelo Governo do Estado nos últimos cinco anos, foi possível atingir a marca de 1,5 milhão de toneladas movimentadas em 2016, melhorando também a economia e o desenvolvimento da cidade e da região com a contratação de cerca de 1.500 pessoas que atuam na operação portuária.

Entre os principais produtos que passam pelo Porto estão a exportação de açúcar e de farelo de soja e a importação de fertilizantes.

Para atingir estas marcas algumas melhorias foram realizadas, entre elas, estão a construção do novo prédio administrativo, novas guaritas de controle, a revitalização e ampliação do cais de Barão de Teffé, a regularização fundiária da área portuária, a criação de um pátio de triagem de caminhões, instalação de armazéns infláveis, instalação de balança rodoviária e a criação de área de expurgo.

INFRAESTRUTURA – O Terminal Ponta do Félix possui uma área de 263,8 mil metros quadrados e dois berços de atracação em 360 metros de cais.

Entre as vantagens do Porto de Antonina estão a possibilidade de operações portuárias customizadas, Porto alternativo a Paranaguá, atracação de navios de cabotagem, operação com barcaças, serviços de suprimentos marítimos, instalação de estaleiros navais, instalação de indústria metal mecânica e suporte operacional – logística e armazenagem.