Em 1929 iniciou a Era de Ouro dos Quadrinhos, neste ano são lançados Buck Rogers e Tarzan em tiras, e a partir deles, muitos personagens com ótimas histórias eram publicados em inúmeros jornais. As revistas com enredos completos já haviam sido criadas e compilavam tiras e HQs produzidas por estúdios.
A Queda da Bolsa esfriou a economia americana, e sua empobrecida população demandava entretenimento barato. No cenário internacional havia a ascensão nazista, e mesmo que os EUA ainda não fossem inimigo do regime, cada vez mais havia uma identificação dos americanos com os altruístas e reativos aventureiros idealizados.
Os personagens eram situados no espaço, nas selvas, História, guerras, esportes, faroeste, …. Lutavam contra as piores adversidades e perversos antagonistas. Em 1936 uma inovação é realizada. Surge o personagem/tira The Phantom, no Brasil O Fantasma, de Lee Falk (que já havia criado o mágico Mandrake) e Ray Moore.
O personagem usava roupa colante colorida e uma máscara que escondia totalmente seus olhos.
Assim surgia a categoria de aventureiros misteriosos, que escondiam sua identidade da sociedade para praticar a justiça com os punhos.

Com o Fantasma é inaugurado um caminho sem volta para a identidade dos quadrinhos americanos que inspirou uma indústria de novos personagens do gênero. Dois anos à frente, algo de mais fantástico ainda surgiria, mas será o assunto da coluna na próxima edição.