Entre as principais causas de suicídios no país, a depressão é considerada a doença do século e já afeta 300 milhões de pessoas. No entanto, apenas cerca de 60 a 70% dos pacientes diagnosticados com depressão respondem ao tratamento convencional.
O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano. De acordo com dados do Ministério da Saúde, são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Entre as principais causas do suicídio, está a depressão.
O primeiro passo para compreendê-la é entender que não se trata de tristeza e sim de uma doença. Ela não é uma fase na vida do indivíduo, é um estado patológico. A depressão é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o “Mal do Século”, uma vez que 300 milhões de pessoas sofrem do transtorno no mundo, um aumento de 18% em dez anos. O tratamento é realizado com medicação associada a psicoterapia, porém um número considerável de pacientes não responde a este tipo de tratamento. Para estes casos, um novo medicamento tem sido utilizado, a Ketamina, que recentemente teve sua versão em spray liberada pelo FDA (agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos).

Sobre a Depressão
A depressão é uma doença que tem origem no cérebro. Ela acontece quando, por qualquer que seja o motivo, estes neurotransmissores são comprometidos e a comunicação entre os neurônios falha. Uma série de fatores pode causar estas alterações, como predisposição genética, personalidade melancólica, estresse, traumas, abuso de substâncias e algumas doenças cerebrais.
Ela inicia com quadros de desânimo, tristeza profunda, alterações no sono e apetite (para mais ou para menos), falta de desejo sexual, perda de interesse e lentidão para realizar tarefas corriqueiras e choro excessivo. Em alguns casos, o paciente apresenta episódios de ansiedade com sudorese, palpitações e tremores. Outros, apresentam ainda dores pelo corpo, intestino preso e até gastrites.
Fique atento e peça ajuda a familiares e amigos. Se você ver alguém com estes sinais procure ajudar. Sem tratamento as consequências podem ser cada vez mais graves.