– Pedro da Costa –

Vejamos, se é possível definir, ou melhor, descrever, o que entendemos pela palavra “verdade”.A verdade é, em poucas palavras, a harmonia, total ou parcial, entre o meu pensamento subjetivo e a realidade objetiva.Consequentemente a inverdade é o erro, consiste na desarmonia entre meu pensamento e a realidade.Como se vê, a verdade ou o erro começam onde começa o pensamento. Onde não há pensamento, não há nem verdade nem erro; só pode haver ignorância, como acontece no mundo infra-humano, e também naquela zona do mundo humano aonde não atinge a ação do pensamento; no mundo dos sentidos não há verdade nem erro, há tão somente ignorância da realidade.Entre parênteses, a realidade objetiva, muitas vezes chamada “verdade”, não é, propriamente, a verdade, mas apenas um elemento necessário para a construção da verdade. A verdade, propriamente dita, sempre consiste numa relação entre o sujeito por conhecer e o objeto possivelmente conhecido.O homem intuitivo será um sophos, um sábio, um verdadeiro homo sapiens.O homem inteligente de hoje, o filósofo, é um viajar em plena jornada.
O homo sapiens de amanhã, o sophos, terá atingido o termo da viagem.
Estamos aqui para realizar. E, por meio da realização aprender. E por meio do aprendizado, conhecer; e, por meio do conhecimento, assombrar-nos; e, por meio do assombro, obter sabedoria; e, por meio da sabedoria, chegar à simplicidade; e por meio da simplicidade, prestar atenção; e, por meio da atenção, ver o que deve ser realizado.