Em 1994 o projeto piloto do Programa Bom Aluno teve início. Nesse período, 33 estudantes foram atendidos. Com o passar do tempo o programa expandiu e foi validado pelo Ministério da Educação (MEC). Devido à crescente demanda, em 2000 foi criado o Instituto Bom Aluno do Brasil (Ibab) para coordenar o Programa Bom Aluno em Curitiba e para transferir a metodologia a outros estados, como: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e São Paulo, por meio de franquia social.
Ao selecionar estudantes de escolas públicas do Paraná e de outras regiões do Brasil, o programa proporciona uma educação de qualidade uma vez que oferece o apoio necessário aos estudos de alunos de baixa renda e com bom desempenho escolar.
Segundo a gerente do Ibab, Maria Isabel Grassi Dittert, além da formação acadêmica, o Bom Aluno fornece suporte para o desenvolvimento do projeto de vida do estudante e o incentiva a ser agente de transformação social. “Trabalhamos com uma filosofia que chamamos de corrente do bem, isto é, um ex-aluno já inserido no mercado pode ‘apadrinhar’ outros estudantes que terão oportunidades semelhantes a que ele teve.”
Sobre a corrente do bem Letícia diz que assumiu um compromisso pessoal de levar adiante essa ideia e futuramente deseja contribuir com o Bom Aluno. Dessa forma, poderá transformar a realidade de outros jovens de baixa renda. “A maior demonstração de gratidão por tudo o que recebi é justamente poder auxiliar outros estudantes. O fato de não ser uma exigência, uma obrigatoriedade, torna ainda mais nobre a metodologia e aumenta em mim o desejo de movimentar essa corrente”, conclui.
Atualmente, o Instituto atende mais de 500 estudantes no Brasil e é mantido graças ao patrocínio de empresários e ex-alunos.
Fonte: Smartcom