O IV Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas será realizado nos dias 8 e 9 de dezembro, 100% online e gratuito (eventoigs.com.br). No dia 8, a partir das 9h45, haverá o lançamento dos Selos Brasileiros de Indicação Geográfica (com a diferenciação entre Indicação de Procedência e Denominação de Origem), um dos destaques desta edição. Antes, está programado café da manhã com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com seis produtos brasileiros com Indicação Geográfica, como o café de Minas Gerais e o queijo canastra, incluindo dois paranaenses: o melado de Capanema e o mel do Oeste. Todos eles já serão apresentados com os novos selos nos rótulos.

A coordenadora estadual de Agronegócios do Sebrae/PR, Maria Isabel Guimarães, avalia que o selo será um aliado na divulgação de produtos com Indicação de Procedência (IP) ou Denominação de Origem (DO).

“O novo signo foi criado para facilitar a identificação dos produtos, seja pelo consumidor nacional ou do exterior. O Ministério da Agricultura passará a controlar a liberação dos selos, pois cada produto reconhecido no Inpi tem que seguir o respectivo caderno técnico, com as especificações e boas práticas a serem seguidas”, frisa a coordenadora.

Maria Isabel destaca ainda outros paranaenses que estarão no encontro de IGs. Em um painel sobre promoção das IGs junto ao mercado, no dia 8, das 14h às 15h30, Rafaela Takasaki, da Indicação de Procedência Antonina (Balas de Banana), e Jeferson Jess, da Caixa Colonial, de Curitiba, estarão entre os convidados.

O melado de Capanema, no sudoeste do Estado, será apresentando nas versões batido e escorrido, produzidos pelas famílias Haas e Rüdel, as únicas do município que estão seguindo as especificações do caderno técnico, por enquanto.

Mariela Millioni, diretora administrativa da agroindústria Haas, revela a expectativa de que os novos selos brasileiros, o de Indicação de Procedência, no caso do melado de Capanema, contribuam para divulgar os produtos para mais consumidores.

“O selo nacional é uma boa novidade e esperamos que nos traga visibilidade. Acredito que possa abrir portas para os produtos com melado no Brasil e, quem sabe, no mercado externo”, pondera.

Rodrigo Haas, proprietário da agroindústria e marido de Mariela, estará em Brasília, apresentando os produtos das famílias Haas e Rüdel para a ministra Tereza Cristina. Mariela adianta que a ministra receberá os melados escorrido e batido com rótulos inéditos.

“A comercialização dos produtos com a nova rotulagem, já incluindo o selo de IP, terá início em janeiro do ano que vem”, avisa Mariela.

Mel do Oeste
Outra IG que estará representando o Paraná no Encontro Nacional de IGs, em Brasília, é a do Mel do Oeste, produzido pela Coofamel (Cooperativa Agrofamiliar Solidária dos Apicultores da Costa Oeste do Paraná), de Santa Helena. Durante o evento internacional, está programado o lançamento oficial da nova identidade visual do produto, que tem Indicação Geográfica (IG) na categoria de Indicação de Procedência desde 2017. 

“Esse evento tem uma importância muito grande, pois vai chancelar o trabalho que estamos desenvolvendo há décadas. Foram muitos estudos e pesquisas que comprovaram que temos uma região diferenciada e, com a Indicação Geográfica, recebemos o reconhecimento. Acreditamos que vai se tornar um divisor de águas para a nossa marca, pois poderá abrir muitos caminhos para novos negócios”, indica o presidente da Coofamel, Antônio Schneider.

Hoje, a Cooperativa sediada em Santa Helena conta com mais de 270 cooperados e abrange outros 54 municípios da região oeste paranaense. Na safra anterior, os apicultores ultrapassaram a marca de 200 toneladas de mel coletados.

“Nosso território, entre Foz do Iguaçu e Guaíra, está às margens do Lago Itaipu e temos outras riquezas naturais pelo caminho. Aqui, as abelhas visitam milhares de flores diferentes das que existem em outras regiões do País e isso colabora para que tenhamos um mel com sabor inigualável”, complementa Toni.

Além de participar da exposição e do lançamento do selo nacional dos produtos com Indicação Geográfica, a Coofamel também vai realizar o lançamento oficial das novas embalagens e rótulos, que começaram a circular em novembro.

“A nova identidade visual do Mel do Oeste valoriza ainda mais o nosso produto, mostrando que ele é gourmet e merece reconhecimento. Esperamos que os consumidores possam ver essas mudanças com bons olhos, compreendendo que dentro daquelas novas embalagens, está o fruto de um trabalho feito com muito carinho, amor e respeito à natureza”, pontua Antônio.

Modalidades de IG
Existem duas modalidades de Indicação Geográfica. A Indicação de precedência (IP) está relacionada ao nome geográfico gráfico de país, cidade, região ou localidade de seu território que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço. Entre os exemplos mais conhecidos, estão a champanhe e os vinhos da região de Bordeaux, ambos na França. No evento, Antoine Ginestet, representante do INPI da França, está confirmado em um painel sobre experiências com selos nacionais de IGs, na manhã do dia 9 de dezembro.

Já a Denominação de origem (DO) refere-se ao nome geográfico que referencia o país, cidade, região ou localidade de seu território e que está vinculado ao produto ou serviço cujas qualidades ou características se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos os fatores naturais e humanos. Os vinhos portugueses do Douro e do Porto contam com DO. No painel sobre promoção das IGs junto ao mercado, na tarde do dia 8, Alberto Ribeiro de Almeida, do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, é um dos integrantes.

Realização
O evento é promovido pelos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Economia, Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Sebrae e Wipo (World Intellectual Property Organization). 

Para saber mais sobre Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, acesse https://bit.ly/31dn2xc.