“Algumas medidas, como hábito de vida saudável, com uma alimentação rica em cálcio é algo eficaz contra esse mal”, alertou Eduardo José do Rosário, médico analista da Reumatologia da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG). Evitar o fumo, o excesso de bebida alcoólica e cafeína e realizar atividades físicas regularmente também são outras maneiras de se manter livre dessas doenças.
No caso de crianças, a melhor prevenção é o diagnóstico precoce, conforme disse Eduardo. “Se a criança que já tem predisposição genética, apresenta sintomas como dores nas juntas e articulações, o responsável deve procurar um especialista o mais rápido possível.”

A doença
Atualmente constam mais de 100 tipos de reumatismo, sendo que os mais comuns são a artrose, a artrite reumatóide e a osteoporose. Segundo Eduardo, esses tipos são os de maior impacto na sociedade. A artrose torna-se evidente a partir dos 30 anos de idade, tendo como tecido inicialmente alterado a cartilagem, pode progredir e levar à destruição da articulação ou até mesmo estagnar a qualquer momento.
Nas mulheres, os dedos das mãos são os mais atingidos pela artrose, que tem grande incidência familiar. Já em obesos, as articulações que recebem carga, como joelhos e quadris são as que mais apresentam problemas, por isso é importante que as pessoas prestem atenção a essas regiões do corpo, já que “a prática de esporte de alto impacto e a obesidade são fatores de risco da artrose”, alertou Eduardo.
A artrite reumatóide se caracteriza por uma inflamação articular persistente e é mais freqüente em mulheres e os primeiros sintomas aparecem entre 30 e 50 anos de idade. Uma das características da artrite é a rigidez matinal, ou seja, após uma noite de sono os pacientes amanhecem com dificuldade em movimentar as articulações, e essa dificuldade pode se prolongar por mais de uma hora. “Além da predisposição genética, fumar é um agravante nesse caso”, salientou o médico.
Já na osteoporose, a fratura é a manifestação clínica mais comum. É uma doença associada ao envelhecimento e os fatores que podem ser agravantes, como predisposição genética, além de menopausa precoce sem reposição hormonal.