Durante toda a história humana, a pobreza foi louvada e fizeram dela um sinônimo da espiritualidade, o que é absolutamente sem sentido.
Você pode viver na pobreza absoluta, mas a pobreza não irá ajuda-lo a tornar-se iluminado. Na pobreza ou na riqueza, no casebre de um homem pobre ou em um palácio, o que importa é seu estado de meditação, sua percepção. Onde quer que isso aconteça, você irá se tornar iluminado. Você não precisa renunciar a nada.
Todas as religiões têm servido aos pobres durante milhares de anos, e a pobreza continua crescendo. Isso é um verdadeiro serviço? Se fosse, ao longo de milhares de anos a pobreza já deveria ter desaparecido. Na verdade, estão alimentando a pobreza.
Um verdadeiro serviço seria dizer aos pobres: “vocês estão sendo explorados e devem se revoltar contra as injustiças”.

Pomo-de-Adão
Esse nó na garganta é chamado de “pomo-de-Adão” porque Adão comeu a maçã (o Pomo) mas não pode engoli-la. A maçã ficou presa em sua garganta, pois ele estava dividido: em parte desejava comer e explorar, mas em parte tinha medo. Entrou em conflito interno.
Nunca mais crie um “pomo-de-adão”! Faça as coisas de forma plena, para que você possa engoli-las e digeri-las bem.

Porque?
“Porque?” não é uma boa pergunta para se fazer. As coisas simplesmente são sem ter um porquê. A pergunta “Porque?” uma vez que tenha sido aceita, irá levá-lo cada vez mais fundo na Filosofia, e a Filosofia é um enorme deserto. Você não irá encontrar nenhum oásis por lá, faça uma pergunta “Porque?” e você terá começado a se mover na direção errada, nunca irá voltar para casa.
A existência apenas é, não há um porquê em anexo. É isso que está sendo dito quando falamos que ela é um mistério, por que não há motivos, não há razões. Na verdade, ela simplesmente não deveria estar aí, mas, no entanto, está. Parece não haver nenhuma razão e ainda assim está aí. “Porque?” é uma pergunta da mente, as respostas virão da mente, e ela é capaz de transformar cada resposta em uma nova pergunta. Você estará se movendo em um círculo vicioso. Fazer a pergunta “Porque?” significa cair na armadilha da mente.