Na década de 1990 não houve momento em que a palavra crise esteve longe do mercado de quadrinhos. Os super-heróis em geral novamente sofreram desinteresse do público e as vendas caíram tanto para Marvel como para a DC.
No início da década um punhado de títulos da Marvel no entanto tinham boas vendas e a estratégia da empresa foi de aumentar a quantidade de revistas sob um mesmo selo e fórmula editorial. Eram quadrinhos com exuberância gráfica, colorização digital e os roteiros estavam em segundo plano. Personagens masculinos exageradamente musculosos e armados, somados a mulheres voluptuosas, e troca constante de uniformes foram o atrativo principal dos títulos dos heróis mutantes da Marvel e de certa forma do Homem-Aranha.
As revistas eram compradas na casa do milhão em contrassenso ao mercado que sabia-se não passava das duas centenas de milhar, havia se instalado um mercado especulativo em que pessoas compravam as revistas para vende-las posteriormente.
Em 1992 o grupo de desenhistas desses títulos saiu da Marvel e fundou uma nova editora que rapidamente se estabeleceu com a terceira do mercado. Esse movimento redefiniu algumas regras do mercado, tornou os autores mais valorizados e popularizou o uso da tecnologia.
Não muito depois a Marvel abriu um processo de falência que foi revertido graças a venda de suas franquias a estúdios de cinema. O resultado nós vemos em blockbusters nas salas de exibição pelo mundo.
Sérgio Mhais – [email protected]