Atravessamos a vida em busca de respostas a certas questões fundamentais. Essas questões nos ajudam a identificar as chaves psicológicas de nossa vida, como a identidade e o lugar que ocupamos no mundo.
Em busca de respostas, muitas vezes criamos rituais próprio, vagamos de religião em religião ou vasculhamos nossa infância a procura de vestígios que expliquem nosso comportamento. Queremos direções, qualquer sinal que nos mostre nosso caminho e nossa missão.
No entanto, buscar respostas fora de nós mesmos é um desperdício de esforço, insights esclarecedores e mudanças radicais são possíveis – e para obtê-los não precisamos permanecer num monastério no alto de uma montanha escarpada, não precisamos jejuar nem temos de aderir a nenhum culto exótico.
Como você bem sabe, atravessamos vida em busca de respostas a certas questões fundamentais. Essas questões nos ajudam a identificar as chaves psicológicas de nossa vida, tais como a identidade e o lugar que ocupamos no mundo, levados por mensagens que possivelmente ouvimos de nossos pais ou desenvolvemos como defesa contra a dor e o medo, talvez busquemos inconscientemente respostas a questões equivocadas. Olhamos o mundo como se o víssemos através de lentes distorcidas – nós o vemos, sem dúvida, mas nossa perspectiva se torna vaga, turva e confusa. Podemos considerar o sucesso financeiro e a posse de coisas bonitas como um fim em si mesmo, mas quando finalmente os conseguimos, talvez nos sintamos estranhamente desencantados, como se a recompensa fosse insuficiente. Podemos perseguir emoções que rompam nossa tediosa rotina ou ansiar pela serenidade e pela paz de espírito apenas para permanecer nessa rotina que nos traz satisfação ilusória, em busca de respostas.
Conscientizando-se o homem, da continuidade do ser pensante após as transformações do corpo através da morte da forma, ateram-se-lhe, totalmente, os conceitos sobre a vida e a sua conduta no transcurso da experiência orgânica.

Pedro da Costa é Quiropata e Livre-Pensador