Há quase 18 anos registrando os acontecimentos e acompanhando de perto o desenvolvimento da região, nós da Gazeta do Bairro, assim como a população em geral do Pinheirinho e imediações enfrentamos as duas faces do desenvolvimento. Assistimos a chegada de mais e mais moradores, empresas e empreendimentos de todos os portes e tipos, ao mesmo tempo em que nos deparamos com o ônus deste progresso, como o aumento da marginalidade, dificuldades com o trânsito e no acesso aos serviços públicos, entre outros.

A região está entupida de carros e ônibus: trabalhadores demoram horas no caminho de casa para o trabalho e vice-versa, congestionamentos cada vez mais constantes, sempre agravados em dias de chuva fazem parte das principais preocupações da população.
Também a moda de levar a efeito uma série de obras pela cidade, nos deixa em dúvida. Será que isto está acontecendo com o efetivo objetivo de melhorar as condições gerais, ou é uma estratégia de ação política? Cada dia mais difícil de entender, a ação dos homens públicos tem nos deixado praticamente incrédulos. Já não conseguimos receber uma informação de organismo público anunciando início de uma obra, ou o lançamento de um projeto sem colocar uma interrogação ao lado do anúncio oficial.
É assim hoje, com os desvios e as “retomadas de obras”, assim foi com o anúncio da chamada Linha Verde (a maior e mais bonita obra pública da região). Ao longo de cerca de dez anos foi mudando de nome e sendo alterada da mesma maneira com que trocava sua paternidade. Hoje, mesmo sem a grandiosidade anunciada se mantém como o grande corredor que ajudou a consolidar o segundo lugar em empreendimentos imobiliários para o Pinheirinho.
Preservando a fé que nos anima e a esperança de dias melhores, torcemos para que no final possamos entender que estas obras que pipocam por todos os cantos da cidade tenham resultados concretos e ao final das mesmas, ou após a próxima eleição possamos colher os frutos deste ônus que também esperamos, não seja permanente.