Uma análise de Star Wars e suas lições sobre política, família, redenção e liberdade

Professor de Harvard destrincha a trama da saga, cujo novo filme chega às telas em dezembro

Um dos maiores fenômenos da cultura pop mundial, a franquia “Star Wars” faz parte do imaginário de quase todo mundo. É difícil encontrar alguém que, mesmo não tendo visto os filmes – ou não gostado deles – desconheça a existência de figuras como Darth Vader ou Yoda. Os motivos para o sucesso são vários; para além de uma boa obra de entretenimento, “Star wars” pode ser observado sob as mais diversas perspectivas, que vão de política a religião, de capitalismo a conflitos familiares. Neste “O mundo segundo Star Wars”, que chega às livrarias em dezembro pela Record, o professor Cass R. Sunstein destrincha estas referências e possíveis leituras para os filmes, de maneira divertida e informativa.

O livro, assim como a saga, é dividido em Episódios. Nos três primeiros, Sunstein trata de detalhes e bastidores da produção dos primeiros filmes, e fala das referências que inspiraram George Lucas – uma das mais conhecidas é o livro “O herói de mil faces”, de Joseph Campbell. Ele avalia ainda como o filme se tornou um sucesso – contra todas as previsões, já que, diz o autor, boa parte dos atores e da equipe tinha certeza de que se tratava de um fracasso.

Na segunda parte, Sunstein começa a mergulhar nos diversos possíveis significados que emergem dos filmes, e em alguns de seus temas mais importantes, como paternidade, redenção e liberdade. A terceira parte expande essa investigação e detalha outros assuntos que geram reflexão a partir da saga: rebeliões, república, direito constitucional, economia e insurgência política. Por fim, o autor relaciona os poderes da Força à psicologia comportamental, e conclui que “Star Wars” é uma história sobre liberdade de escolha e a capacidade de fazer o que é certo mesmo quando a esperança é mínima.

Em 15 de dezembro, chega aos cinemas “Rogue one – Uma história de Star Wars”, spin-off da franquia original, protagonizada por atores como Felicity Jones, Madds Mikkelsen e Forest Whitaker.

TRECHO:

“Star Wars também reivindica algo ousado sobre a liberdade de escolha. Sempre que as pessoas se encontram em apuros, ou em algum tipo de encruzilhada, a série proclama: Você é livre para escolher. Essa é a lição mais profunda de Star Wars. Essa é a reviravolta da Jornada do Herói. A ênfase na liberdade de escolha, mesmo quando as coisas parecem mais escuras, e a vida, mais restrita, é a característica mais inspiradora da saga. Isso também tem tudo a ver com o tema, fundamental para a história, do perdão e da redenção. (Segundo Star Wars, você sempre pode ser perdoado, e sempre pode se redimir).”

 

Cass R. Sunstein é fundador e diretor do Programa de Economia Comportamental e Políticas Públicas em Harvard, onde também é professor. É colunista da Bloomberg View e casado com Samatha Power, embaixadora dos EUA nas Nações Unidas.