#SalvaSonhos é a campanha iniciada pela Associação de Apoio à Criança com Câncer (APACN), para arrecadar recursos destinados à construção de leitos especiais para pacientes que realizam transplante de medula óssea em alguns hospitais de Curitiba.

Desde que foi fundada em 1983, a Casa de Apoio da APACN recebe de todo o Brasil crianças e adolescentes e seus acompanhantes (pai, mãe ou responsável legal) que são encaminhados para realizar o tratamento do câncer nos hospitais de Curitiba.

Muitos casos são de pacientes com algum tipo de câncer que precisam realizar o Transplante de Medula Óssea (TMO).

O procedimento é através de uma técnica de transfusão para substituir a medula doente do paciente por uma medula saudável de doador que precisa ser compatível. Quando não é encontrado alguém compatível na família, busca-se por doador de medula com compatibilidade em bancos de doadores cadastrados.

Depois de realizado o transplante, o paciente deve permanecer em quarto separado com banheiro exclusivo e espaço adequado, aconchegante e lúdico para brincar e receber os professores e continuar com os estudos durante o tratamento.

Esses espaços adequados e em perfeitas condições impedem que os transplantados que estão sem defesas ou com a imunidade baixa, fiquem expostos a infecções ou doenças oportunas ou em contato com outras pessoas e espaços coletivos.

Atualmente a Casa de Apoio da APACN conta com 8 leitos de TMOs, que é insuficiente para atender a demanda atual. Até 2016 a maioria dos casos de transplante eram realizados no HC, mas com a inauguração do espaço de transplante de medula óssea (em 2016) pelo Hospital Pequeno Príncipe também localizado em Curitiba, isso impactou expressivamente a instituição com a procura de novos pacientes que farão o transplante e precisam desses espaços.

De acordo com dados levantados pelo Serviço Social da APACN, cerca de 8 negativas por mês são dadas para novas hospedagens nos TMOs. Em 2017 o HC encerrou o ano com uma lista de 93 novos pacientes que aguardavam pelo procedimento no próprio hospital.

Para realizar novas hospedagens nos TMOs geradas por esse aumento de procedimentos em Curitiba, a instituição precisa construir 24 novos leitos.