– Pedro da Costa – Quando nascemos, nossa necessidade básica se restringe em alimento, calor e conforto. Conforme crescemos, vem o desejo de autonomia e poder. Então, nos preparamos para o trabalho, para as conquistas materiais e sociais, com toda a gama de variações contidas neste largo espectro. Porém, com algumas pessoas acontece o nascimento de um outro desejo: de estar a serviço dos outros, de colaborar e atuar ser ter como propósito só o benefício material.

A humanidade tem como um dos seus propósitos, superar as dificuldades básicas, através do desenvolvimento consciente da qualidade específica. Os grandes mestres sempre trouxeram ensinamentos de como nos aperfeiçoarmos através do amor, da compaixão, da firmeza de caráter, da prestatividade, da paz incondicional, da força interior, da compreensão, da sabedoria, do perdão, da coragem, e, em especial, o aprendizado da tolerância, que é a principal lição neste final de era.
Numa oitava acima, podemos perceber que não estamos buscando somente uma realização pessoal; mas reconhecendo que cada ser humano tem uma responsabilidade e uma importância fundamental na saúde do planeta. Para tanto, é só despertar e realizar com coragem e afeto o nosso trabalho específico, superando, gradativamente todo impulso de controlar os outros, todo medo, inquietude, indecisão, indiferença, fraqueza de caráter, todas as dúvidas, o excesso de entusiasmo, a ignorância e a impaciência, pelos quais muitas vezes, nos deixamos influenciar.
É de fundamental importância tomar consciência que o homem precisa superar seus instintos básicos adquirindo conhecimento e experiência para desenvolver sua capacidade simbólica e com isso espiritualizar seu potencial animal. Para alcançá-la precisamos alcanças a nossa razão de ser. Reconhecer e honrar as leis espirituais que atuam em nós.
Então, se inicia a transformação do ego em benefício a uma casa maior, a abnegação. Desta forma, a visão separatista do mundo se integra numa unidade. Em algum nível muito especial, nos sentimos conscientemente ligados a tudo e a todos.
Devemos optar por realizar nossas tarefas na vida com alegria e nos recusamos a sermos oprimidos pela dúvida, pela depressão e pelo medo, tão comuns à vida moderna. Precisamos nos lembrar que estes estados de ânimo negativos, realmente não fazem parte de nós, pois nosso ser só “reconhece a plenitude e a beleza, tão vibrantes na natureza que nos cerca harmonicamente.
Tudo o que precisamos fazer é preservarmos a nossa individualidade. Fazer o melhor que podermos e com amor, atuando no comando principal de nossas próprias vidas.
Sendo assim, duas coisas são fundamentais para a humanidade. A primeira é encorajar a individualidade de cada pessoa, porque através dela vem a manifestação mais íntegra do dom, do talento pessoal. E a segunda é que devemos olhar sempre para a frente, nos empenhando ao máximo agora. O passado tem que servir apenas como referencial e aprendizado.