Eleito prefeito de Curitiba com um total de 60,65% dos votos válidos, o deputado Gustavo Fruit chega à prefeitura de Curitiba, seu grande sonho político com sucessor de seu pai, Maurício Fruet.
Para conseguir chegar a esta condição foi um caminho um tanto curto, mas cheio de compartimentos, “estratégias”, acordos e desacordos e um bom tanto de sorte.
Primeiro, teve de sair do partido onde militava ao lado do governador Beto Richa, formando a dupla de jovens mais promissora da política paranaense com o carisma de Beto e a capacidade política de Gustavo. A preferência de Richa para o prefeito Luciano Ducci, resultado da confiança no bom trabalho desenvolvido na capital e na capacidade administrativa de Ducci, não foi sustentada nas urnas. Esbarrou também na novidade da curiosa figura do Ratinho Junior, sustentada no nome televiso do pai e no respeito que o Curitiba tem por Gustavo que quase chegou ao senado.
Ratinho Júnior com 39,35% dos votos, conseguiu marcar ainda mais seu nome no meio político do estado, subindo mais um degrau nesta carreira que parece ser realmente a vocação do jovem. Fica ele agora com o dilema de definir seu futuro político entre o nome que o remete ao sucesso do pai na televisão e à sua capacidade de articulação política e a possibilidade de Carlos Massa Junior (nome pouco conhecido) buscar vida própria que possa ficar dissociada da figura folclórica de folgazão e bom vivam, de seu pai.
A capital registrou ainda 2,42% de votos em branco, 4,21% nulos e 10,09% de abstenções. A vitória de Fruet marca uma das principais viradas ocorridas nestas eleições municipais
Dois anos depois, após a morte do pai, chegou à Câmara dos Deputados. Em 2004, tentou se candidatar a prefeito pelo PMDB, mas não conseguiu e filiou-se ao PSDB, pelo qual foi eleito em 2006 deputado federal. Em 2010, disputou uma cadeira no Senado e ficou em terceiro lugar. Em 2011, deixou o PSDB e foi para o PDT, a fim de viabilizar sua candidatura.
Com apoio político dosministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Paulo Bernardo (Comunicações), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Alexandre Padilha (Saúde) e Brizola Neto (Trabalho), ficou sem o PT nacional que preferiu ficar de fora em função da dura atuação de Fruet sempre manteve contra o Governo Federal como deputado.
Transição – Enquanto o prefeito eleito indicou Fábio Scatolin para corrdenar a transição, o prefeito Luciano Ducci indicou o secretário municipal de Planejamento, Homero Giacomini.
Segundo aprefeitura, as reuniões com as equipes de cada setor da administração municipal serão agendadas a partir de 3 dezembro. “A transição na Prefeitura será feita de maneira tranquila e transparente. A transparência é uma das mais importantes marcas da gestão do prefeito Luciano Ducci, o que tornou Curitiba referência em administração pública”, afirmou Homero Giacomini.
  

Gustavo Fruet,
como prefeito eleito nomeou Fábio Scatolin
como coordenador da transição.