Ideia foi desenvolvida no IPPUC, durante a atual gestão do prefeito Rafael Greca, e contrato será assinado ainda em novembro

A história de um projeto grandioso é de quem, de fato, a escreve. É para ser contada por quem tem a firme postura de arregaçar as mangas e agir com a vontade de fazer a história acontecer. Assim está sendo construída a história do novo Inter 2, a partir de 2018, na gestão do prefeito Rafael Greca, candidato à reeleição pelo DEM.  

Hoje, Curitiba já conta com a aprovação, pelo Senado Federal, de financiamento externo para o projeto do aumento da capacidade e velocidade da Linha Direta Inter 2, a linha que mais transporta passageiros na cidade fora dos eixos estruturais. Em respeito à lei eleitoral, o contrato deve ser firmado no último dia útil do mês de novembro e o trabalho de implantação do projeto será iniciado.   

“O projeto do Inter 2 foi todo criado nesta gestão. Nós chamamos o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a missão veio para Curitiba, onde estivemos reunidos no IPPUC. Nós negociamos os recursos, contamos com a aprovação do conselho do BID e levamos ao Senado. Com o apoio do senador Oriovisto Guimarães, que foi o relator, e do presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre, o financiamento do projeto foi aprovado”, contou Greca durante visita feita nesta sexta-feira à estação-tubo Agrárias, na Rua dos Funcionários, um dos pontos de parada da linha Inter 2.

Projetado pelo IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), o protótipo dos chamados primas solares, as novas estações do Inter 2, já foi licitado e o primeiro deles será implantado justamente na estação-tubo Agrárias, em frente ao campus da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Será uma estação alimentada com energia limpa, autossustentável e acessibilidade plena, projetada desde o pavimento das calçadas do entorno para facilitar deslocamentos seguros. Um ponto que vai integrar todos os sistemas de mobilidade, incluindo ônibus, bicicletas, patinetes, táxis e transporte por aplicativo. 

Serão investidos US$ 106,7 milhões (cerca de R$ 600 milhões) do BID e US$ 26,7 milhões (aproximadamente R$ 150 milhões) do município. “A viabilização do novo Inter 2 faz parte do plano de retomada econômica de Curitiba após a pandemia, com a geração de empregos. Junto com as obras de criação do bairro novo da Caximba, serão 85 mil novos postos de trabalho a partir do próximo ano”, apontou Greca.  

Sustentabilidade – O Programa de Mobilidade Sustentável de Curitiba prevê um ganho de 50% na velocidade operacional e o aumento na qualidade dos serviços de transporte das linhas Inter 2 e Interbairros II, as de maior carregamento que funcionam fora das canaletas. Outros resultados previstos estão o aumento de 30% na oferta de transporte, 25% na frequência e na redução do tempo de viagem em até 40%. 

A capacidade de transporte da Linha Direta Inter 2, de Ligeirinho, e Interbairros II (paradora) irá aumentar dos atuais 150 mil transportados diariamente para cerca de 185 mil passageiros por dia.

O Inter 2 atravessa 28 dos 75 bairros de Curitiba: Alto da Glória, Alto da Rua XV, Bigorrilho, Bom Retiro, Cabral, Centro Cívico, Hugo Lange, Jardim Social, Juvevê, Mercês, São Francisco, Hauer, Xaxim, Cajuru, Capão da Imbuia, Guabirotuba, Jardim das Américas, Uberaba, Tarumã, Campina do Siqueira, Seminário, Vista Alegre, Fanny, Novo Mundo, Portão, Santa Quitéria, Vila Izabel, Capão Raso, onde se concentram 580 mil habitantes.

Rede inteligente – Em parceria com a Copel, será construída uma Rede Inteligente de Energia (Smart Grid) entre as estações do Inter 2. Um canal direto eficiente e sustentável de energia e informação. Os prismas solares vão alimentar a estação e o seu entorno e fazer funcionar os sistemas de abertura e fechamento de portas automáticas e ar-condicionado, iluminação, estrutura de WI-FI, bilhetagem eletrônica, totens para recarga de aparelhos eletrônicos (celulares, tablets) e um sistema inteligente para transferência de dados do número de usuários. 

A nova estrutura servirá também de base para a futura utilização de ônibus movidos a energia elétrica na linha; possibilitando a recarga dos veículos durante as paradas nas estações e a utilização e recarga de outros modais elétricos da estação, como patinetes, bicicletas e car-sharing. 

No entorno dos nossos prismas solares serão criados ambientes de convivência e interação, com bancos, jardinetes elevados e áreas de estar, como praças compactas.

“É um projeto que nasceu inteiro das nossas cabeças e dos nossos corações, nasceu no IPPUC nesta gestão. O projeto vai requalificar o âmago do sistema de transporte coletivo de Curitiba, que passará a contar com mais ônibus elétricos”, disse Greca.