Cada país tem nome característico para os quadrinhos. Nos EUA são os comics; no Japão mangá; Itália fumetto; França e Portugal banda desenhada. O Brasil convencionou gibi, que por definição é moleque negrinho, mas como virou sinônimo de revistinhas?
O Brasil já contava com revistas em quadrinhos, destaque para Tico-Tico, Suplemento Juvenil e Globo Juvenil, quando em 1939 Roberto Marinho lança O Gibi pela editora O Globo. O editor fez associação da leitura das histórias como parte das brincadeiras da infância. Desde o primeiro número apareceu um moleque que se revelava de trás do título da revista.
O sucesso e evidência de O Gibi foram tão grandes que associou o nome ao produto e criou a metonímia. O Gibi e seus derivados duraram até os anos 1950. Em 1974 a então Rio Gráfica Editora lançou o Gibi Semanal, que durou quarenta edições. Agora o negrinho estava mais caricato e simpático.
Coleção valorizada pelos fãs, por suas páginas formato tabloide passaram personagens clássicos e atuais dos quadrinhos americanos e europeus, ainda abriu espaço por concurso para o brasileiro Chico Peste. A triste capa de despedida da última edição é muito lembrada, com a caminhada do personagem Gibi de costas com trouxa de pano por onde caiam tiras em quadrinhos.
O Gibi teve mais uma encarnação nos anos 1990 pela editora Globo, que não queria o nome Gibi em domínio público, sem o mesmo brilho de outrora e durou somente doze edições.

[email protected]