A maioria dos profissionais que trabalham com o público se deparam com fatos curiosos, histórias inusitadas, muitas vezes bizarras.
Hoje vamos para o IPFP, um local com movimento, com a presença de pacientes, e… várias fisioterapeutas. É um lugar onde tem gente, e, mesmo exercendo um papel, ou trabalho que exige muita responsabilidade, paciência, competência, sensibilidade e sabedoria, gente é gente em qualquer lugar.
Fica sério, mas também tem seus momentos de descontração.
São tantos casos, doenças, distúrbios neurológicos, recuperação de acidentes, além de muitos outros problemas que nem imaginamos.
Bem, mas vamos ao “fato” que interessa e me levou a escrever esta crônica de hoje.
Um belo dia chega um senhor na faixa dos 75 anos de idade procura o IPFP, dizendo precisar fazer Pilates. Mas tinha um problema muito sério: não podia fazer Pilates usando roupa. – como assim, fazer os exercícios nu?
Era final de expediente, lá no canto uma aluna sentadinha ficou “antenada” e passou a ouvir a conversa, permanecendo no local para não deixar a fisioterapeuta só diante da constrangedora informação.
A fisioterapeuta muito calma, tentando convencê-lo que um calção de seda ou um tecido mais leve seria viável, não atrapalharia em nada e concluiu taxativamente dizendo que fazer Pilates nu, em hipótese alguma.
Era impossível – “A gente pode conseguir um tecido bem leve, sugeriu novamente a fisioterapeuta, até mesmo um jaleco de TNT…” Disse a profissional, mas era difícil de ele acatar seus argumentos.
Agora, para continuar, pense numa pessoa casmurra, teimosa que não quer aceitar nenhuma sugestão e coloca barreira em todos os argumentos da interlocutora. Pois o homem estava assim: irredutível! Ele, trajando, uma calça de moletom bem grossa e a fisioterapeuta dizia: -O senhor pode usar roupa, tanto é que o senhor está usando?

  • Não… Insistia ele; é muito pesada para se exercitar tem que ser pelado mesmo.
    Ela, muito profissional e com aquele jeitinho meigo, falava com autoridade e profissionalismo. Pois conseguiu lidar com a situação.
    Por fim depois de muito ela insistir que não era possível ele se foi.
    A atitude e comportamento da fisioterapeuta, mostrou muita competência, profissionalismo e habilidade.

Já se passaram muitos anos do ocorrido, e até hoje ainda paira no ar uma dúvida, um questionamento: qual motivo teria levado o sujeito a querer ou precisar mesmo, fazer fisioterapia, ou seja, pilates totalmente nu.