Depois do boom imobiliário ocorrido no ano de 2012, o setor em todo o Brasil experimentou um congelamento nas vendas e a desaceleração nos preços dos imóveis; no Paraná, especialistas afirmam que a variação de valores dependerá do desempenho da economia do país.

 

Construtoras e imobiliárias se mostram otimistas em relação ao setor no segundo semestre de 2015 e esperam um acréscimo de 6% nas ofertas até o fim do ano mesmo com a desaceleração. Desde o final do ano passado, a procura por usados cresceu consideravelmente; destaque para imóveis com 3 dormitórios com amplitude de espaço e bem localizados, que são itens indispensáveis para os investidores que, procurando aproveitar o valor baixo do metro quadrado, evitam entrar em dividas de financiamentos bancários com parcelas a perder de vista.

Essa desaceleração – que aumentou a procura nas vendas – vem apontando uma redução de 1,8% nos preços no ultimo semestre, tornando o mercado mais estável e menos sujeito às oscilações da economia – e consequentemente oferecendo mais estabilidade para quem deseja investir em um novo empreendimento, segundo o portal da Agente Imóvel em Curitiba. Especialistas afirmam que a alta ocorrida nos ultimos anos foi um reflexo de demanda reprimida, crédito facilitado, emprego estável e renda mais alta. Entretanto, devido à atual crise econômica no país, os investidores estão mais retraídos na hora de comprar. Para reverter esse quadro, as imobiliárias e construtoras investem em grandes feirões e ofertas para que os interessados se atentem às novas possibilidades oferecidas por elas.

Para 2016, a expectativa é de que a recuperação do setor virá em paralelo com a recuperação do cenário econômico brasileiro, fazendo com que compradores se sintam mais seguros na hora de investir, e assim, as vendas voltem a crescer. Todavia, este aquecimento é esperado somente para o segundo semestre do ano que vem; até lá, as incorporadoras criam métodos para liquidar seus estoques e evitar futuros riscos.