Como bons conselhos ajudam

Enquanto algo é meu, não pode triunfar o EU.
Meus são bens de fortuna, meus são amores de homem ou mulher, meus são filhos, parentes, amigos, meus é o prestígio social de que gozo, meus são o corpo e o intelecto, nada disso, porém, sou eu.
Eu sou o sujeito central, meus são os objetos periféricos. E esses objetos são velhos companheiros meus onipotentes ditadores, do gênero humano, há muitos séculos e milênios.
Haverá esperança de que eu possa realizar a minha libertação?
Que eu possa viver aqui na Terra sem esses objetos escravizantes? Sem esses queridos “meus”?…
Sem esses idolatrados fetiches?… Não! ninguém pode desfazer-se desses ídolos e continuar a viver.
Já compreendi que iniciação não é algo que eu possa adicionar à minha vida horizontal, como um belo enfeite, como um colar de pérolas.
Compreendi que iniciação é algo inédito e inaudito, a morte total desta vida até agora vivida…
Iniciação não é continuação de algo preexistente não! É o fim de tudo que foi e é o início de tudo que deve ser… iniciação é algo virgem, um novo “Fiat Lux” criador. Não é remendo novo em roupa velha, não é vinho recente em odre gastos não!
Iniciação é morte total do “homem novo”, nem um átomo da bagagem do ego passa para além da fronteira. Porque o ego só conhece o que é “dele” e ignora o que é “ele”.
“Ergue-te, pois, sobre asas levíssimas, meu grande Eu Divino, meu átomo crístico” E lá das excelsas alturas dominarás todos os “meus” sem seres por eles dominados…

P.S. Você é sozinho, porque Deus é sozinho.