Estudo da Secretaria Estadual da Saúde divulgado na quarta-feira (02) revela que, atualmente, 295 municípios registram a presença do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. O que mais preocupa é que 110 cidades estão em estado de alerta de infestação e outras 21 têm alto risco de epidemia.
A importância do controle do Aedes aegypti não se limita apenas à dengue. O mosquito também é responsável pela transmissão da febre chikungunya e da zika, uma nova doença relacionada ao surto de microcefalia no país.
Para a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, a situação é de alerta, pois agora existe uma tríplice ameaça. “O Aedes aegypti transmite três doenças graves, que vêm causando mortes e sérios problemas aos doentes em todo o país. Por isso, o momento é de focar na prevenção, eliminando todo tipo de criadouro do mosquito”, afirmou.
Assim como em anos anteriores, as cidades em situação mais crítica estão nas regiões noroeste, norte e oeste do Estado. Neste mês de dezembro, o Fumacê está acontecendo inicialmente em Foz do Iguaçu e Londrina. Ao todo, 22 veículos do Estado estão sendo utilizados no trabalho, que percorre todos os bairros das cidades e é realizado simultaneamente a mutirões de limpeza.
A chegada do verão e das altas temperaturas reforça ainda mais a necessidade de se intensificar as ações de combate ao mosquito, visto que o clima quente favorece a proliferação do inseto.

Paraná tem 21 cidades com alto índice de infestação do mosquito da dengue