Segundo levantamento feito pela Secretaria estadual da Saúde 38% dos criadouros de Aedes aegypti no Paraná são encontrados em resíduos sólidos descartados de maneira inadequada, ou seja o lixo que não recebe o destino certo.

Para a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira: “É preciso ficar atento a qualquer lugar que possa acumular água, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e até mesmo entulhos de construção. Uma simples tampinha de garrafa tem espaço suficiente para a reprodução do mosquito”.

Além do lixo, temos 29% dos criadouros identificados em depósitos móveis como vasos e frascos com água, garrafas retornáveis, também nos recipientes de descongelamento na parte de trás das geladeiras, bebedouros, fontes e materiais estocados em depósitos de construção, como canos e outros.

Os depósitos de água no nível do chão, como toneis, tambores, caixas d’água, cisternas e até mesmo na captação de água em poços (um total de 15%).

Também foram encontradas larvas do mosquito em calhas, cacos de vidro em muros, lajes, ralos, piscinas não tratadas e toldos desnivelados. O tradicional pneu e outros. E é sempre bom lembrar das flores, como bromélias e até buracos em árvores, assim como no próprio solo.

“Recomendamos para a população que vistoriem as casas e ambientes de trabalho pelo menos uma vez por semana, principalmente em períodos de calor, que aceleram o desenvolvimento do ovo até chegar na fase adulta do Aedes”, explica Cleide. De acordo com ela, o ciclo que passa pela fase do ovo, pupa, larva e, então, mosquito acontece em uma média de sete dias.