Curitiba conquistou o segundo lugar do Desafio Turistech Brasil, na categoria Destino, Academia e Empresas, com o ecossistema Curitiba Destino Turístico Inteligente (DTI). Desenvolvido pelo Sebrae/PR em parceria com o Instituto Municipal de Turismo (IMT), Agência Curitiba e Fecomércio PR. O prêmio reconhece os esforços em atuar, de forma colaborativa, para fortalecer o turismo com foco no visitante e na comunidade local. O anúncio aconteceu em 18 de novembro. 

Ao todo, foram 315 projetos inscritos de 24 Estados. Três rodadas de avaliação classificaram os finalistas para a defesa do projeto em um pitch online. A disputa é uma realização do Ministério do Turismo (MTur); da Wakalua Innovation Hub – primeiro polo global de inovação em turismo – presente em mais de 150 países; em colaboração junto à Organização Mundial do Turismo (OMT); com a parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e do Sebrae. 

“O ambiente de inovação de Curitiba é forte, mas notamos que era preciso organizar o todo para que fosse possível desenvolver ainda mais. Agimos como catalisadores dessa transformação e, em apenas um ano de trabalho, conseguimos ter esse reconhecimento. Esperamos continuar crescendo. Vamos seguir trabalhando com nossos eixos estratégicos para colocar em prática tudo o que planejamos até 2030”, comenta a coordenadora estadual de Turismo do Sebrae/PR, Patricia Albanez.

O ecossistema do Destino Turístico Inteligente de Curitiba conta com representantes de entidades públicas, privadas, acadêmicas e da comunidade. Foco do trabalho, a tecnologia é utilizada com uma importante ferramenta de transformação social, criando, gerenciando e distribuindo experiências e serviços turísticos. Os pilares temáticos são: acessibilidade; experiência; governança; infraestrutura; inovação; marketing; sustentabilidade; e tecnologia.

“Ver o trabalho de ativação do ecossistema Curitiba Destino Turístico Inteligente ser reconhecido nos orgulha e traz uma visibilidade ainda maior ao projeto. Também aumenta nossa responsabilidade em acelerar e oferecer uma melhor gestão do turismo, proporcionando melhores experiências aos nossos visitantes”, diz o analista de turismo do IMT, Wellington Medeiros.

Entre 2020 e 2021, foram atendidas 40 empresas de Curitiba. Elas foram mapeadas e convidadas a participar da discussão e da estruturação do planejamento, com objetivo de transformar a capital paranaense em um destino turístico inteligente. Voltada para entregar soluções inteligentes para cidades, o iCities é uma das integrantes.

Fundada há 10 anos, o negócio trouxe para Curitiba o SmartCity Expo, maior evento sobre cidades inteligentes do mundo, que reúne especialistas e empresas de diferentes países para discutir o futuro das cidades e estimula, anualmente, o turismo de negócios na região. 

“Curitiba é uma cidade conectada e com um nível de maturidade alto. Com os trabalhos desse grupo, acredito que teremos projetos mais modernos na gestão pública que trarão celeridade aos processos, diminuindo a burocratização da cidade. Isso faz com que melhore o terreno para a chegada de novas empresas e se torne um ambiente atraente”, diz o sócio-diretor do iCities, Beto Marcelino. 

Marcelino reforça ainda que a colaboração pode promover e profissionalizar a comercialização de diferentes ramos de serviços e produtos. “Estaremos mais preparados para atender o turista que vem fazer negócios e também o próprio cidadão, desenvolvendo a sensação de pertencimento ao local”, completa. 

De acordo com a Coordenadora do Observatório de Turismo do Paraná e do Departamento de Turismo da UFPR, Juliana Medaglia, o ecossistema DTI Curitiba é um exemplo prático de encontro entre pesquisa e inovação, com olhar voltado para questões que ainda não foram analisadas e que podem ter outras perspectivas. 

“Um ecossistema de inovação tem que trabalhar com foco nas pessoas. Temos uma máxima no turismo de que o destino turístico só será bom para o turista se ele for bom para o morador. Acredito que isso se aplica bastante ao ecossistema de inovação. As coisas precisam acontecer e ter como fim a melhoria da qualidade de vida do indivíduo. Caso isso ocorra, a produtividade da cidade terá reflexos positivos”, ressalta.

Juliana Medaglia diz ainda que esse trabalho não é algo pontual: “É um processo constante, que requer a participação de diferentes atores, de diferentes eixos da cidade. Estamos a partir do turismo, mas temos também eixos ligados ao planejamento urbano, transporte público, pólo de saúde, um parque industrial consolidado”, analisa Medaglia.

Para ter acesso a todas as informações referentes ao ecossistema do Destino Turístico Inteligente de Curitiba, basta acessar o site: destinointeligente.curitiba.pr.gov.br/.